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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ALVARENGA PEIXOTO (1744-1793)




Amada filha, é já chegado o dia.
Em que a luz da razão, qual tocha acesa,
Vem conduzir a simples natureza,
É hoje que o teu mundo principia.


A mão, que te gerou, teus passos guia,
Despreza ofertas de uma vã beleza,
E sacrifica as honras e a riqueza
As santas leis do filho de Maria.


Estampa na tu'alma a caridade,
Que amar a Deus, amar aos semelhantes,
São eternos preceitos da verdade;


Tudo o mais são idéias delirantes;
Procura ser feliz na eternidade,
Que o mundo são brevíssimos instantes.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

MANOEL BANDEIRA (1886-1968) !!!




VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada. 

domingo, 28 de agosto de 2011

Garganta - Ana Carolina










Composição: Totonho Villeroy
Minha garganta estranha
Quando não te vejo
Me vem um desejo
Doido de gritar
Minha garganta arranha
A tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha
Da sala de estar (2x)
Venho madrugada
Perturbar teu sono
Como um cão sem dono
Me ponho a ladrar
Atravesso o travesseiro
Te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço
Faço ela rodar (2x)
Sei que não sou santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar
Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar (2x)
Vim parar nessa cidade
Por força da circunstância
Sou assim desde criança
Me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te... Han!
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar...(4x)
Minha garganta estranha...
(Diz aí!)
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar
Eh! Eh!
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar...
























































































































































































































sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MOONPOWDER





The ideas for the books I make usually come in one of two ways; sometimes the whole book comes to mind at once and other times I have to begin the book and see where it takes me. Moonpowder is a result of the latter. I knew I wanted to create a book filled with gadgetry, flying machines and high adventure. And I knew my inspiration was a smorgasbord of Maxfield Parrish, Jules Verne and Winsor McCay. What I needed was a story.


Being married to a Belgian provides excellent fodder. My wife, Aileen, had given me a children’s book in Flemish and in it there was a Moon who distributed moon powder (maan poeder) to the animals below to help them sleep. She explained that in Belgium it is the equivalent of the Sandman in America. That was the spark for my story. (Who makes moon powder? Where is it made? What if they ran out?). I quickly wrote a story about a Moonpowder Factory run by the Moon and a bunch of mechanical men, and a boy that has to come fix it, lest he have nightmares forever. The story was just okay, but it didn’t have a heart. And my story desperately needed a heart. 

After doing a few paintings and a bunch of drawings I brought them in to discuss with my Editor (Namrata Tripathi) and my Art Director (Christine Kettner). The response to the drawings was great, but they too, quickly saw the problem with the story. Christine astutely asked, “Why is Eli having nightmares in the first place?” That was the first “Aha” moment. She then quickly added “Maybe it is because his father was gone?” That was the second “Aha” moment. Everything fit. Eli’s father is away at War, and that is why he is having nightmares. Perhaps that is why he is trying to “fix” everything in the house. Then I realized that in the early 20th century there were two things that separated young boys from their fathers. One was the War; the other was the industrial revolution. When fathers began to go to work in factories, they no longer were able to bring their son’s to work with them. This is another reason that the Moonpowder Factory fit so well in my story, it is a fantastic metaphor for the industrial revolution. Now my story had a heart.
After revising the text several times and doing a number of book dummies, we realized that the story was too big for a standard 32-page book. So Nami and Christine proposed we expand the book to 48 pages. I also decided to add graphic novel style pages, which would add to the visual drama and allow me to edit out text that would no longer be needed. I also decided that I would not have to write about his father being away at war if I could say it with the art, so I left that part of the story in the images. Once the final book dummy was put together and we were all happy with the way it was looking I began the final art, which took over a year to complete.
I hope you enjoy reading Moonpowder as much as I enjoyed creating it.
Sincerely,
John




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MARINALVA !!!



Marinalva tinha aprendido a planejar sempre !!!
Desde que nasceu tinham ensinado que para chegar lá..
Precisava se preparar com atenção , 
com muito esmero...
Loteria era um em um milhão ...
Hoje um em 1 bilhão !!!
Então por que acreditar no imponderável ?
Por que acreditar no impossível ?
Por que ler livros de Fantasias se elas não existem ?
Por que tentar viver em Mundos Irreais, 
se vivemos num Mundo tão Real ?
Ahhh.... Marinalva...
Para que a Poesia ?
Já perguntaram a tantos Poetas !
E as respostas ?
Responder com Górgias no "Elogio a Helena "
Apenas um pequeno trecho :
"A palavra é um poderoso soberano que, com um pequenino e invisível corpo, realiza empresas absolutamente divinas. [...] 
As sugestões inspiradas mediante a palavra produzem o prazer e expulsam a dor. 
A força da sugestão, apoderando-se da vontade da alma, a domina, a convence e a transforma como por fascinação."


Em outro momento quem sabe...
" A defence of Poetry " 
de Percy Bysshe Shelley

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

CLARICE LISPECTOR !!!



‎" Se uma pessoa fizesse 


apenas o que entende, 

jamais avançaria um passo. " 


Clarice Lispector

terça-feira, 23 de agosto de 2011

GENIVALDO E A BICICLETA !!!


Genivaldo adorava 
a sua Bicicleta !!!
Onde podiam .
Os dois estavam ...
Onde podiam ...
Onde não podiam...
Não iam...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Napoleão Valadares !!!


Semana passada tive 
o prazer de almoçar com o 
Escritor Napoleão Valadares !!!
Figura ímpar em nossa 
Republica das Letras...
Realiza seu magistral Dicionário
de Escritores de Brasília...
Indo para sua Terceira Edição ...
Um trabalho sempre Primoroso...
Alem de outros tantos livros ...
Dele atualmente leio 
" De Gregório a Drummond "
São 100 sonetos de diversos autores.
Trata-se da fonte dos Sonetos 
que publiquei aqui no Blog !!!
Imperdivel !!!
Da próxima oportunidade
que eu estiver com ele
tentarei convence-lo de
realizar um segundo volume.
Essa casa com um Farol,
foi a melhor forma que
encontrei para retrata-lo !!!

domingo, 21 de agosto de 2011

ROBAR SEGUNDOS



ROBAR SEGUNDOS

Robarle los segundos al reloj,
Perdido en tu piel y en tus pupilas,
Para encontrarme en tus placeres delirantes,
Morirme en tu piel para renacer en tu alma y amarte eternamente,

Como rayo amanecido,
Como rio suspendido en su mar embravecido,
Soy viento,
Soy alas,
Soy firmamento,
Soy cadenas rotas,

Solo tú puedes hacer en mí ese vuelo libre en picada,
Cuando mi adrenalina fluye en tus labios como torrente sanguíneo en mi corazón.

Tú haces de una simple frase un poema entero,
Haces de una sonrisa una brisa huracanada que nace de la nada,
Haces de un simple viento un eterno vuelo en el firmamento del océano de estrellas suspendidas en tus miradas en trance apasionado,
Haces de un susurro un canto celeste de ave exótica en plena marea de viento en lluvia de caricias seductoras con sabor a eternidad,

Robarle segundos al reloj,
Es hacerte el amor sin prejuicios sin paréntesis sin sombras ni pasados,
Robarle tiempo al destino es quedarme con una eternidad entre tus brazos,

Es amarte sin tiempo,
Es amarte sin pausas,
Es quedarme en tus sombras,
Es quedarme con el viento y las razones,
Es quedarme en ti,
Es robarme tus segundos y tu corazón.

sábado, 20 de agosto de 2011

BATISTA CEPELOS (1872-1915)

A ESPERA 


Com sua voz assustadiça e doce
Doce como um trinar de passarinho,
Ela me disse que espera-la fosse.
Fosse espera-la a beira do caminho.




Mas o tempo da espera prolongou-se
Prolongou-se demais ! E eu tao sozinho !
Passou o dia. Veio a tarde e trouxe,
Trouxe marulhos de amor, de ninho em ninho.




Desespero. O silencio me tortura.


Mas, de repente, alvoroçado, escuto

Um farfalhar de folhas na espessura.





E ela chega e tão linda, de maneira


Que, só para gozar este minuto,


Eu a esperara a minha vida inteira ! "

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

MARIO QUINTANA (1906-1994)





PEQUENO POEMA DIDATICO


O tempo é indivisível. Diz,
Qual o sentido do calendário ?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vario.


A vida é indivisível . Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno dialogo
A mais inconsequente conversa


Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre...
Todas as horas são horas extremas !



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Marinalva !!!



Segunda-feira !!!
Hoje começaria uma vida Nova !!!!
Toda segunda era o dia para iniciar uma nova Vida !!!
Mas na Terça sempre acontecia um imprevisto ...
E ai Marinalva adiava para a próxima Segunda ...
Afinal era só uma semana a mais..
Ou a menos ....

domingo, 14 de agosto de 2011

DIA DOS PAIS !!!


A MAIOR FELICIDADE PARA UM PAI...
É PODER FALAR COM SUA FILHA...
E TODO DIA É DIA..
MAS O SABOR NESSE DIA DOS PAIS...
É BEM MAIOR...
GOSTARIA DE DEIXAR ESSE REGISTRO
DE TER UMA FILHA QUE ME DEIXA SEMPRE FELIZ...
E CADA DIA A AMO MAIS E MAIS....

CLARICE LISPECTOR !!!




" Podia-se ficar tardes inteiras pensando.

Por exemplo : 
quem disse pela 


primeira vez assim : nunca ? "

Clarice Lispector

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CAMINHANDO...



Um ciclo que se reinicia...
As vezes paramos ...
seja para respirar ...
seja para admirar ...
seja para um gole d'agua...
Afinal caminhar...
é sempre um começo ...
não necessariamente...
em busca de um Fim !!!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

OLAVO BILAC !!!




Como a floresta secular, sombria, 
Virgem do passo humano e do machado, 
Onde apenas, horrendo, ecoa o brado 
Do tigre, e cuja agreste ramaria
Não atravessa nunca a luz do dia, 
Assim também, da luz do amor privado, 
Tinhas o coração ermo e fechado, 
Como a floresta secular, sombria...

Hoje, entre os ramos, a canção sonora 
Soltam festivamente os passarinhos. 
Tinge o cimo das árvores a aurora...

Palpitam flores, estremecem ninhos... 
E o sol do amor, que não entrava outrora, 
Entra dourando a areia dos caminhos.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000252.pdf

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

http://bisoudinico.blogspot.com/2011/02/poisons.html


poisons...


Ci sono notti
che non accadono mai
e tu le cerchi
muovendo le labbra...
poi t’immagini seduto
al posto degli dèi
e non sai dire
dove stia il sacrilegio
se nel ripudio
dell’età adulta
che nulla perdona
o nella brama
d’essere immortale
per vivere infinite
attese di notti
_______________________________che non accadono mai.


Alda Merini