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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Giorgia - E' L'Amore Che Conta




È L'amore Che Conta

Giorgia

Di errori ne ho fatti
Ne porto i lividi
Ma non ci penso più
Ho preso ed ho perso
Ma guardo avanti sai
Dove cammini tu
Di me ti diranno che sono una pazza
Ma è il prezzo di essere stata sincera
E' l'amore che conta
Non solo i numeri, e neanche i limiti
E' una strada contorta
E non è logica, e non è comoda
Nell'attesa che hai
Nell'istante in cui sai
Che è l'amore che conta
Non ti perdere, impara anche a dire di no
Di tempo ne ho perso
Certe occasioni sai
Che non ritornano
Mi fa bene lo stesso
Se la mia dignità
È ancora giovane
Di me ti diranno che non sono ambiziosa
E' il prezzo di amare senza pretesa...
E' l'amore che conta
Non solo i numeri, e neanche i limiti
E' una strada contorta
E non è logica, e non è comoda
Nell'attesa che hai
Nell'istante in cui sai
Che è l'amore che conta
Non ti perdere, impara anche a dire di no
No, no, no
No a questo tempo
D'ira e di cemento
No, no, no, no!
E' l'amore che conta
Non solo i numeri, e neanche i limiti
E' una strada contorta
E non è logica, e non è comoda
Nell'attesa che hai
Nell'istante in cui sai
Che è l'amore che conta
Non ti perdere, impara anche a dire di no
No, no, no, no...

domingo, 25 de novembro de 2012

Tristeza ?



Entender que a Tristeza faz parte de nossas Vidas, 
deveria ser o melhor entendimento ?

Imaginar que a Tristeza é Irma gemea da Alegria,  
seria a melhor imaginação ?

Pensar que a Alegria pode durar mais que a Tristeza, seria sabedoria ?

Afinal o que é essa Tristeza que nos acomete de vez em quando ?

A perda de um Amigo ?
Morto ou Vivo ?

A perda de um emprego ?
Bom ou Ruim ?

A perda de algum Bem Material ?
Seu ou do Universo ?

A perda da Alegria ?
Neste caso, se pudesse escolher :
que fosse perder a Tristeza !!!

sábado, 24 de novembro de 2012

Barry White - My First My Last My Everything.wmv



My first, my last, my everything.


And the answer to all my dreams.
You're my sun, my moon, my guiding star.
My kind of wonderful, that's what you are

I know there's only, only one like you.
There's no way, they could have made two
You're all I'm living for,
Your love I'll keep for evermore,
You're the first, you're the last, my everything.

In you I've found so many things
A love so new only you could bring
Can't you see if you,
You'll make me feel this way.
You're like a first morning dew on a brand new day.
I see so many way that I
can love you,Till the day I die.
You're my reality, yet I'm lost in a dream.
You're the first, the last, my everything
* Instrumental *

I know there's only, only one like you.
There's no way they could have made two.
Girl you're my reality
But I'm lost in a dream
You're the first, you're the last, my everything

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

LÊDO IVO - NOBEL (5/5)


Para quem pensa em Lêdo Ivo só como poeta, diga-se que ele é também grande romancista, autor de cinco obras no gênero. Seu romance Ninho de cobras (1973) foi traduzido para o inglês, sob o título Snake’s Nest, e em dinamarquês, sob o título Slangeboet. É um romance de feitura inovadora, repleto das figuras de linguagem que costuma utilizar em seu fazer poético, que recupera a Maceió da década de 1930, à época do governo de Getúlio Vargas (1882-1954) que redundaria na ditadura do Estado Novo (1937-1945).

Trata-se de uma bem elaborada crítica dos regimes de força que manietaram o Brasil durante boa parte do século XX, uma denúncia do comportamento hesitante e apático da maioria da população que sempre assistiu, indiferente, ao assassinato daqueles que ousavam ir contra os poderosos do dia. E que, lido hoje pelas novas gerações, pode constituir um bom alerta para quem ainda dá ouvido a alguns nostálgicos dos regimes de força, que sempre começam pelo pretexto do combate à corrupção política e acabam num mar de sangue.
Mas não foi só o romance de Lêdo Ivo que encontrou boa receptividade em outros idiomas. Sua poesia está espalhada também pelo mundo hispânico. No México, saíram várias coletâneas de seus poemas, entre as quais La imaginaria ventana abierta, Oda al crepúsculo, Las pistas e Las islas inacabadas. Em Lima, Peru, foi editada uma antologia, Poemas, e na Espanha saiu a antologia La moneda perdida. Antologias de seus poemas já foram traduzidas para o inglês por Kerry Shawn Keys (Landsend: selected poems, Pennsylvania, Pine Press, 1998), para o holandês por August Willemsen (Poetry, Roterdã, Poetry International, 1993; Vleermuizen em blawe krabben, Sliedrecht, Wagner & Van Santen, 2000) e para o italiano por Vera Lucia de Oliveira (Illuminazioni, Salerno, Multimidia Edizioni, 2001).
Em Portugal, críticos do quilate de João Gaspar Simões (1903-1987) e, mais recentemente, Eugénio Lisboa, escreveram artigos em que destacaram a excelente qualidade da poesia de Lêdo Ivo. Gaspar Simões, inclusive, chegou a escrever que, se existisse uma Jerusalém celestial à parte destinada aos poetas, Lêdo Ivo seria um dos escolhidos, o que, praticamente, foi dito com outras palavras por Fausto Cunha, para quem o poeta “será um dos poucos que ficarão”. Por tudo isso, seria recomendável que as instituições que podem fazê-lo começassem a pensar em apresentar o nome de Lêdo Ivo à Academia Sueca. Afinal, está na hora de a Literatura Brasileira também conquistar o seu Prêmio Nobel.
____________________
A TRAJETÓRIA POÉTICA DE LÊDO IVO: TRANSGRESSÃO E MODERNIDADE, de Assis Brasil. Rio de Janeiro, Educam, 2004, 284 págs. E-mail: hneto@candidomendes.edu.br
POESIA COMPLETA: 1940-2004, de Lêdo Ivo, com estudo introdutório de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Topbooks/Braskem, 2004, 1099 págs. E-mail: topbooks@topbooks.com.br
._________________
(*) Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003). E-mail: marilizadelto@uol.com.br

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

LÊDO IVO - NOBEL (4/5)


Muitos foram os livros de Lêdo Ivo e relacioná-los aqui seria exaustivo, até porque também publicou livros de contos, crônicas, duas autobiografias e três de literatura infanto-juvenil. Mas é de destacar que foi na década de 1980, em plena maturidade, que sua poesia se cristalizou, a partir de Mar oceano (1987), a que se seguiram Crepúsculo civil (1990), Curral de peixe (1995), O rumor da noite (2000) e os textos até então inéditos reunidos em Plenilúnio (2000). Como bem observou Ivan Junqueira, ao contrário de muitos poetas cuja produção se amesquinha na velhice, a de Lêdo Ivo cresce ainda mais, alcançando a transcêndencia inata da obra de arte em poemas em prosa ou em excertos de prosa poética espalhados por Mar oceano.

Em grande parte desses poemas, percebe-se o uso medido não só do oxímoro, um dos recursos estilísticos preferidos de Fernando Pessoa (1888-1935), e outras figuras de linguagem, como de certa nostalgia de “uma luz perdida” que remete para Camilo Pessanha (1867-1926), o que faz de Lêdo Ivo não exatamente um poeta de idéias, mas de imagens, um poeta abstrato, cerebral, essencialmente intelectual, em sua obsessão pela musicalidade do verso, como se pode constatar nas palavras que seguem:
Sempre andei me buscando e não me achei.
E ao pôr-do-sol, enquanto espero a vinda
Da luz perdida de uma estrela morta,
sinto saudade do que nunca fui,
do que deixei de ser, do que sonhei
e se escondeu de mim atrás da porta.
É de notar ainda que a poesia de Lêdo Ivo atravessou incólume a década de 60 sem se deixar levar pela cantilena dos concretistas de São Paulo, meros adoradores de Ezra Pound (1885-1972) e James Joyce (1882-1941), cujos versos hoje são praticamente ininteligíveis. Embora estudioso de Herman Melville (1819-1891), Nathaniel Hawthorne (1804-1864) e William Carlos Williams (1883-1973), como assinalou Assis Brasil, Lêdo Ivo manteve-se fiel aos grandes poetas da língua portuguesa. É o que se vê na intertextualidade que pratica neste poema com famosos versos de Fernando Pessoa:
Minha pátria não é a língua portuguesa.
Nenhuma língua é a pátria.
Minha pátria é a terra mole e peganhenta onde nasci
e o vento que sopra em Maceió.
São os caranguejos que correm na lama dos mangues
e o oceano cujas ondas continuam molhando os meus pés quando sonho. (...)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

LÊDO IVO - NOBEL (3/5)


Já Assis Brasil prefere destacar a trajetória de Lêdo Ivo como franco-atirador na poesia brasileira, mostrando como seu fazer poético nunca esteve atrelado ao Modernismo da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, ao contrário do que muitos críticos e professores, principalmente aqueles ligados à Universidade de São Paulo (USP), procuraram defender, em sua ânsia de sistematizar tendências e influências. Assis Brasil lembra que Lêdo Ivo, embora alagoano de nascimento, estudou no Colégio Carneiro Leão, no Recife, cidade em que começou o seu aprendizado poético não só com João Cabral de Melo Neto (1920-1999), mas com Willy Lewin (1908-1971) que, de uma geração anterior e dono de uma vasta biblioteca, funcionava como uma espécie de corifeu para os mais jovens que o procuravam.

Mudando-se para o Rio de Janeiro em 1943, Lêdo Ivo, ao se valer das relações pessoais que já construíra no mundo literário do Recife, foi bem recebido por Manuel Bandeira (1886-1968), Jorge de Lima, Graciliano Ramos (1892-1953), José Lins do Rego (1901-1957) e Augusto Frederico Schmidt (1906-1965), entre outros, o que lhe facilitou a tarefa de divulgar seu trabalho e, principalmente, encontrar editoras que se dispusessem a apostar num jovem poeta. É de 1945 Ode e elegia, livro que marca definitivamente o rompimento de qualquer ligação que poderia ter tido a sua produção inicial com o Modernismo inconseqüente de 1922.
À falta de melhores rótulos, a crítica literária passou a inserir Lêdo Ivo como o poeta mais representativo da Geração de 45, movimento de reação estética contra o clima demolidor e anarquista da primeira fase do Modernismo, reivindicando uma volta à disciplina e à ordem. Mas também aqui a inclusão do poeta foi um tanto forçada e a sua revelia, funcionando mais como uma forma cronológica de definir determinados poetas que apareceram na década de 1940, sem maior rigor nas preferências estéticas de cada um.
Depois de experimentar o verso livre, Lêdo Ivo voltou a algumas formas poéticas fixas, como o soneto, mas conservando uma postura extremamente livre e pessoal, cunhando assim uma poesia com características próprias em que se destacava o pleno domínio das suas técnicas e da linguagem, o que só era possível porque, além de poeta, desde o início, sempre fora um estudioso do gênero e não um mero diletante. E mais: um ensaísta de mão cheia, com 13 livros publicados, entre os quais se destaca O universo poético de Raul Pompéia (Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, 2ª ed., 1996).

terça-feira, 20 de novembro de 2012

LÊDO IVO - NOBEL (2/5)


Hoje, a candidatura brasileira resume-se a dois ou três nomes. E um deles, com certeza, é o do poeta Lêdo Ivo, que, em quase sete décadas de trabalho produtivo, oferece uma obra de respeito, como poderá comprovar quem vier a ler sua extensa Obra Completa (1940-2004), de 1099 páginas, publicada em 2004 pela editora Topbooks, do Rio de Janeiro, com estudo introdutório do poeta Ivan Junqueira. É de notar que, se Junqueira foi o último grande poeta-ensaísta, daqueles da estirpe de T.S.Eliot (1888-1965), a se ocupar da análise da obra de Lêdo Ivo, outros ensaístas de envergadura já o haviam feito, como Antonio Candido, Álvaro Lins (1912-1970), Jorge de Lima (1893-1953), Murilo Mendes (1901-1975), Wilson Martins, Fausto Cunha (1923-2004), Gilberto Mendonça Teles e, mais recentemente, Assis Brasil, autor de A trajetória poética de Lêdo Ivo: transgressão e modernidade, publicado pela Editora Universitária Candido Mendes (Educam), do Rio de Janeiro, em 2007, que constitui, ao mesmo tempo, um ensaio crítico e uma biografia.




segunda-feira, 19 de novembro de 2012

LÊDO IVO - NOBEL (1/5)


Adelto Gonçalves (*)
I
Fosse Lêdo Ivo poeta da língua inglesa ou francesa ou mesmo castelhana, já teria sido galardoado ou ao menos indicado para o Prêmio Nobel de Literatura. Como, porém, faz poesia num país periférico e de pouca representatividade econômica e cultural, e vale-se de um idioma que, embora falado por mais de 200 milhões, ainda é visto pelo resto do mundo como um código secreto, essa é uma hipótese pouco viável, até mesmo porque as próprias instituições acadêmicas do País, que deveriam propor o seu nome, não se animam a fazê-lo.


E não deveria ser assim – pois, afinal, se países igualmente periféricos e até menos representativos do ponto de vista econômico, como Chile e México, já tiveram poetas reconhecidos com o Nobel, o Brasil não deveria ser tão menosprezado pelos eruditos da Academia Sueca. A diferença é que Gabriela Mistral (1889-1957), Nobel de 1945, e Octavio Paz (1914-1998), Nobel de 1990, fizeram poesia na língua de Cervantes (1547-1616). Por esse mesmo raciocínio, é de imaginar que se o galego Camilo José Cela (1916-2002), Nobel de 1989, não tivesse desprezado tanto a cultura de sua terra-mãe, a Galiza, e não tivesse escrito suas obras em castelhano, provavelmente, nunca teria sido lembrado pela Academia Sueca.
Portanto, concluiria o desavisado leitor, o preterimento só se explica pela pouca representatividade desta língua que Olavo Bilac (1865-1918) chamou de “última flor do Lácio, inculta e bela”. Mas não é assim porque a ideia perdeu força em 1998, quando o primeiro Prêmio Nobel de Literatura saiu para a língua portuguesa, na pessoa do romancista José Saramago. Se Portugal, praticamente, organizou uma força-tarefa para garantir a premiação a Saramago – e o fez muito bem – e, com justa razão, ainda luta para que António Lobo Antunes também seja reconhecido, não há motivo para que o Brasil não apresente um bom candidato, ainda que, em outros tempos, quando Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) e Jorge Amado (1912-2001) eram vivos, houvesse maiores possibilidades de êxito.
Até porque, se uma língua é representativa na medida em que aqueles que a falam desfrutam de riqueza material, o Brasil já começa a se aproximar desse patamar, pois, segundo previsões das autoridades financeiras mundiais, em 2016, o País deverá passar a quinta maior economia do planeta. E, por esse ponto de vista materialista, a língua de Camões (c.1524-1580) já começa a ganhar também representatividade.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

RÉQUIEM - LÊDO IVO



O Brasil tem um candidato ao Nobel de Literatura.
Porem a campanha precisa ser feita por nós Brasileiros que fazemos parte desta grande nação chamada Brasil. Mas antes, é preciso conhecer a obra, para assim poder convalidar a proposta. 
Transcrevo um trecho da primeira poesia do livro Réquiem do nosso querido poeta Lêdo Ivo.

AQUI ESTOU, À ESPERA DO SILÊNCIO.

Diante do estaleiro apodrecido
só vislumbro o estilhaço
que sobrou das iluminações.
Como todas as sobras, ele traz a marca
das coisas escondidas para sempre
ou dos seres sepultados no alto das dunas;
como as letras gravadas a fogo
na anca de um cavalo roubado por um cigano, ou um sinal de nascença
no quadril bem-amado.

STO QUI, IN ATTESA DEL SILENZIO

Dinnanzi all'arsenale marcito
scorgo solo la scheggia
che è rimasta delle illuminazioni.
Come tutti i residui, essa porta con sé il segno
delle cose nascoste per sempre
o degli esseri sepolti sull"alto delle dune;
come le lettere marchiate a fuoco
sul fianco di un cavallo rubato da uno zingaro, o una voglia sulla pelle
dell'anca diletta.
(tradução de Vera Lúcia de Oliveira )

Réquiem, Editora Contracapa
www.contracapa.com.br
tel 021-3479-7406
ISBN 978-85-7740-040-9



Luciano Pavarotti & Friends were singing for Liberia

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Lisa Stansfield - All Around The World - Official HQ Promo Video



I don't know where my baby is
but I'll find him, somewhere, somehow
I've got to let him know how much I care
I'll never give up looking for my baby

Chorus:
Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

We had a quarrel and I let myself go
I said so many things, things he didn't know
And I was oh oh so bad
And I don't think he's comin' back, mm mm
He gave the reason, the reasons he should go
And he said so many things he never said before
And he was oh oh so mad
And I don't think he's comin', comin' back

Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

I did too much lyin', wasted too much time,
Now I'm here a'cryin', I, I, I

Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

So open hearted,
he never did me wrong
I was the one, the weakest one of all
And now I'm oh oh so sad
And I don't think he's comin' back, comin' back

I did too much lyin', wasted too much time,
Now I'm here a'cryin', I, I, I

Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

I'm gonna find him, my baby

I did too much lyin', wasted too much time,
Now I'm here a'cryin', I, I, I

Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

I've been around the world, lookin' for my baby
Been around the world, and I'm gonna
I'm gonna find him

Been around the world and I, I, I
I can't find my baby
I don't know when, I don't know why
Why he's gone away
And I don't know where he can be, my baby
But I'm gonna find him

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ivan Rebroff - Katyusha




Russian text:
Катюша
Transliteration:
Katyusha
Translation:
Katyusha
Расцветали яблони и груши,
Поплыли туманы над рекой.
Выходила на берег Катюша,
На высокий берег на крутой.
Выходила, песню заводила
Про степного, сизого орла,
Про того, которого любила,
Про того, чьи письма берегла.
Ой ты, песня, песенка девичья,
Ты лети за ясным солнцем вслед.
И бойцу на дальнем пограничье
От Катюши передай привет.
Пусть он вспомнит девушку простую,
Пусть услышит, как она поёт,
Пусть он землю бережёт родную,
А любовь Катюша сбережёт.
Rastsvetali yabloni i grushi,
Paplyli tumany nad rekoy.
Vykhodila na bereg Katyusha,
Na vysokii bereg na krutoy.
Vykhodila, pesnyu zavodila
Pro stepnogo, sizogo orla,
Pro togo, katorogo lyubila,
Pro togo, ch'i pis'ma beregla.
Oy ty, pyesnya, pyesenka devich'ya,
Ty leti za yasnym solntsem vsled.
I boytsu na dal'nem pogranich'e
Ot Katyushi peredai privyet.
Pust' on vspomnit devushku prostuyu,
Pust' uslyshit, kak ona payot,
Pust' on zemlu berezhyot rodnuyu,
A lyubov' Katyusha sberezhyot.
Apple and pear trees were blooming.
O'er the river the fog merrily rolled.
On the steep banks walked Katyusha,
On the high bank she slowly strode.
As she walked, she sang a sweet song
Of her silver eagle of the steppe,
Of the one she loved she loved so dearly,
And the one whose letters she had kept
O you song! Little song of a young girl,
Fly over the river and in the sunlight go.
And fly to my hero far from me,
From his Katyusha bring him a sweet hello.
Let him remember this plain young girl,
And her sweet song like a dove,
As he stands guarding his proud nation,
So Katyusha will guard their love.

[edit]


http://en.wikipedia.org/wiki/Katyusha_(song)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

"Журавли" Дмитрий Хворостовский (4.2003)



Russian[3]English translation[3]
Тихо вокруг, сопки покрыты мглой,
Вот из-за туч блеснула луна,
Могилы хранят покой.
Белеют кресты - это герои спят.
Прошлого тени кружат давно,
О жертвах боёв твердят.

Плачет, плачет мать родная,
Плачет молодая жена,
Плачут все, как один человек,
Злой рок и судьбу кляня!

Тихо вокруг, ветер туман унёс,
На сопках маньчжурских воины спят
И русских не слышат слёз.
Пусть гаолян вам навевает сны,
Спите герои русской земли,
Отчизны родной сыны.

Плачет, плачет мать родная,
Плачет молодая жена,
Плачут все, как один человек,
Злой рок и судьбу кляня!

Вы пали за Русь, погибли вы за Отчизну,
Поверьте, мы за вас отомстим
И справим кровавую тризну!
Around us, it is calm; Hills are covered by mist,
Suddenly, the moon shines through the clouds,
Graves hold their calm.
The white glow of the crosses — heroes are asleep.
The shadows of the past circle around,
Recalling the victims of battles.

Dear mother is shedding tears,
The young wife is weeping,
All like one are crying,
Cursing fate, cursing destiny!

Around us, it’s calm; The wind blew the fog away,
Warriors are asleep on the hills of Manchuria
And they cannot hear the Russian tears.
Let sorghum’s rustling lull you to sleep,
Sleep in peace, heroes of the Russian land,
Dear sons of the Fatherland.

Dear mother is shedding tears,
The young wife is weeping,
All like one are crying,
Cursing fate, cursing destiny!

You fell for Russia, perished for Fatherland,
Believe us, we shall avenge you
And celebrate a bloody wake!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

http://www.jokasta.org/



Há pessoas que naão existem
Só sabemos o nome e o rosto sorrindo
Sao avatares de ninguém
Uma vida de sorrisos poses posts frases
Uma vida refletida
Vagando
Sem nome
Sem rosto
Sem paragem
Existem muitos modos de viver
Existe a possibilidade de estar no mundo
Ser nomeado e não existir
Existe a possibilidade de se respirar e não ser
Existe a possibilidade hoje de ser imagem
De não ser ninguem
Existe a possibilidade de desabitarmos o mundo ainda vivos
Estamos em rede ou na rede?
Rede é união e força
Estar em rede assim
Rede é prisão
Quando se está numa e se deixa levar
A imagem é luz
Mas é preciso ter um olho
Olho que não seja mudo
É preciso mergulho e força
É preciso lutar com unhas e dentes
Para viver em rede
E não cair na rede
Claro que vamos conseguir
Em que planeta viveremos quando a rede destruir totalmente este?
Será que vamos precisar de ar?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ARABELLA E AS ARARAS


Arabella resolveu soltar 
as Araras das gaiolas !
Agora elas poderiam
voar livres e
sorridentementes...

Arabella

Arabella exercita o corpo
para educar a mente ...

Aprendeu que a mente pode ser preguiçosa ..
Se o corpo descansa demais ...

MARQUES REBELO POR LÊDO IVO



Um carioca da gema


Marques Rebelo cometeu a imprudência de nascer no Rio de Janeiro. Resultado: a posteridade deu seu nome a um beco. E não um beco familiar e pequeno-burguês, mas um vexatório beco na Lapa. Como ele foi o romancista de Marafa, é possível que tenha acudido à Prefeitura Municipal homenageá-lo perto das prostitutas, boêmios e marginais de sua ficção cruel e fagueira. Se tivesse nascido no Ceará, como José de Alencar, teria ganho uma estátua. Gaúcho, como Érico Veríssimo, haveria de abrir-se para ele a glória de uma avenida de primeira água, na Barra. Mas Edy Dias da Cruz - este era o seu nome de certidão, desativado para dar nova oportunidade a um obscuro clássico português - nasceu em Vila Isabel.
Assim, ocorreu com ele o mesmo que sucedera a Machado de Assis e Lima Barreto. O autor de Dom Casmurro tornou-se nome de uma ruazinha enjoada do Catete, que, atravancada de carros estacionados, é diariamente escarnecida pelos motoristas desejosos de alcançar o Lago do Machado... de um machado que, pintado por um açougueiro na porta do seu estabelecimento, nada tem a ver com o nosso grande romancista. E, quanto a Lima Barreto, a rua com o seu nome se esconde no formigueiro suburbano: ninguém sabe, ninguém viu. Só existe no catálogo telefônico.
Poderíamos ainda citar o exemplo da Praça Olavo Bilac, a única praça do mundo que não existe, pois a ocupa um sinistro mercado de flores que mal deixa lugar para a passagem dos pedestres. Ah, se Olavo Bilac tivesse nascido no Piauí! O Rio haveria de dar-lhe uma praça maior do que a destinada ao português Antero de Quental.
Essa ingratidão póstuma da cidade a um dos seus três maiores escritores ilumina um dos aspectos mais curiosos da história cultural brasileira, depois de Machado de Assis, que é a solidão dos poetas e prosadores cariocas. Eles surgem sem companheiros e, para sobreviver, têm que se atrelar a uma máfia (máfia no bom sentido) intelectual proveniente da vastíssima região da Sudene, que também inclui Minas Gerais. Foi entre pernambucanos, alagoanos, mineiros, sergipanos e baianos que transcorreu a existência literária de Marques Rebelo. Ele vivia imprensado e com a sensação de que o seu espaço intelectual nativo fora ocupado por invasores ambiciosos e esfaimados.
A sua ficção de miniaturista pode parecer uma criação menor, ao lado da obra impetuosa daqueles que o ressentido Oswald de Andrade chamava de ''os búfalos do Nordeste''. Mas não o é: é uma grandeza escondida, um tesouro guardado. Em suas prosas belas, o Rio de sua vida, recriado pelo conúbio da memória com a imaginação, emerge atravessado de vozes, rumores, cores, humores, aromas, dores anônimas, luminosidades, escuridões, com o movimento dos seus corpos e as aflições de suas almas; cidade tornada alegria de uma linguagem.
Esse prosador que pertencia à linhagem privilegiada (e tão invejada pelos sorumbáticos!) dos artigos literários que sabem rir e sorrir; esse carioca que vivia se coçando e trajava roupas bizarras compradas nos departamentos infantis das grandes lojas de Buenos Aires; esse míope que sabia enxergar as paisagens e as misérias humanas mais do que muitos dos seus confrades de olhos arregalados; esse sarcástico e todavia meigo e amoroso Marques Rebelo ostentava em seu brasão o mesmo lema de Noel Rosa: ''Modéstia à parte, eu sou da Vila''.
E era. Morando em Botafogo ou Laranjeiras, e vagueando pela Cinelândia, o criador de Leniza sentia a nostalgia de Vila Isabel. Era um carioca da gema, típico da Zona Norte, e para ele os túneis são divisas com outros países. Tinha horror a Copacabana: achava que ela devia ser bombardeada todos os sábados. Havia um Rio, um certo Rio, que ele amava e tornou perene em sua obra. Em retribuição, a cidade o converteu num nome de beco estreito e escuso. Mas por esse beco passam diariamente os cariocas sem nome que costumamos identificar como ''personagens de Marques Rebelo''. E isto, e só isto, é a glória.

Jornal do Brasil (Rio de Janeiro) 4/1/2006

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

LÊDO IVO - O MAIOR POETA BRASILEIRO VIVO



SEGUNDA LIÇÃO

Ivo viu o pão
atrás do balcão.

Viu a liberdade
entre o céu e as grades.

Ivo viu o amor
na concha: o negror.

Ivo viu a fome
na barriga do homem.

E a carne, esperança,
pesar-se em balança.

Ivo viu a usura
na oferta e na procura.

Viu depois a rosa
cercada de espinhos.

E uma vez passando
perto de um moinho

Ivo viu um homem
parado sozinho

com seu cheiro antigo
de centeio e trigo

com cheiro de pão
antes do balcão.

CHARLES DICKENS (1812-1870)