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segunda-feira, 15 de maio de 2017

GIOVANA FARENZENA !!!





CHORO

CHORO POR TODOS OS MOMENTOS VIVIDOS
PELOS NÃO VIVIDOS
PELOS SEM SENTIDOS
PELOS CONSENTIDOS

CHORO POR TUDO O QUE PODERIA SER E NÃO FOI
PELO QUE VIRIA A SER E  DESFEZ
PELA PERDA DE NÃO TE TER
PELA DOR DE SABER
QUE O TEMPO DE HOJE SE FOI

CHORO AO SABER QUE O AMANHÃ NÃO EXISTE
E QUE ESTE AMOR NÃO RESISTE
NO PASSADO, JÁ VISTE
NO HOJE, APENAS POR MIM PERSISTE

CHORO PELO SENTIMENTO QUE SE PERDEU
TANTO TEU QUANTO MEU
PELOS ATOS NÃO FEITOS
PELAS PALAVRAS NÃO DITAS
PELAS ATITUDES DESFEITAS
PELA SEPARAÇÃO MALDITA
QUE DILACERA NOSSOS PEITOS

CHORO PELAS MUSICAS OUVIDAS
ESCRITAS POR OUTROS, MAS CANTADAS EM NÓS
CHORO POR DUAS ALMAS QUE SE PERDERAM
QUE PELO MEDO SE RENDERAM
E NOS DEIXARAM SÓS

CHORO POR TI
CHORO POR MIM
CHORO EM TI
CHORO QUE NÃO TEM FIM.....
                        

quarta-feira, 26 de abril de 2017

MALU CARVALHO

Photo Marco Coiatelli



Sozinha na madrugada,

A ventania de uma noite de outono.

Acordo do nada
do invisível.

Tão longe da maresia
Tão perto dos meus anseios
Minha alma vislumbra outros movimentos
Trazem lembranças...

Saudades do que ainda não vivi.
Na minha imaginação, fantasias.
A paixão começa a pulsar.
No meu intimo sinto o sangue agitar,

A solidão parece mesmo marítima
E me deixo levar...
Será que estou no pacifico?
Ou no alucinante atlântico?

Oh, mar!
Ensina-me o caminho para cavalgar.
Num cavalo marinho...
eu tão longe do mar.

Malu Carvalho

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

CASSIA RODRIGUES !!!





Construímos sonhos e castelos todos os dias
E todos os dias os destruímos
Para na manha seguinte reergue-los novamente
Com um desejo enorme que se solidifiquem
Mas pra que mesmo servem os sonhos?
Não sei bem pra que servem...
Apenas imagino que os sonhos e castelos
É o que nos prendem ao chão

Ou mesmo a vida...
Talvez o grande problema dos sonhos esteja no fato
De querermos erguer grandes castelos
Ou viver os sonhos de outros...
Quem sabe se construíssemos os castelos
Devagar e aos poucos
Sem depender dos sonhos e castelos alheios
Talvez decepcionaríamos menos
E seriamos felizes um pouquinho a cada dia...
Hora de recomeçar a sonhar!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

MAGALI




Boa tarde, Amigos🌟🌻🙏🏼 
Um pouco de meditação sob a óptica de Alberto Caeiro : 

"O meu olhar é nítido como o girassol.
Tenho o costumo de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nasceras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo..."

sexta-feira, 29 de abril de 2016

NAIANA CARAPEBA




Reflexões sobre o tempo
 
 Houve um tempo em que éramos uma promessa de futuro
 Mas o futuro já não dista,
 Não resta esperando, no lado direito da flecha do tempo...
 Acabou o planejamento:
 
 O futuro aconteceu. Ontem.
 Em algum momento, deixamos de planejar para realizar nossas vidas.

 Quando eu crescer, eu quero me casar.
 Quando eu crescer, eu quero ser bombeiro. Dentista. Astronauta.

 Quando eu crescer, eu quero ser aposentada.
 E eu, eu quero ser grande, igual ao meu pai.
 
 Somos a realização de nossos sonhos?
 Somos a promessa que se concretizou?
 A vida não é mais palco de imaginação -
 Ela acontece. Pulsa. Vibra.
 Em cada manhã, em nossas rotinas diárias, 

 em nossas batalhas intermináveis. 
 E, assim, urge descobrir, urge constatar
 Se as nossas causas são justas
 Se nossas bandeiras são fraternas
 Se nossas promessas não se perderam, 

 vãs, na curva do tempo que já passou. 
 Feliz Ano Novo, de novo.
 
 
 Naiana Carapeba
 15 de dezembro de 2010




quinta-feira, 28 de abril de 2016

MAGALI



Quando tirei essa foto, foi impossível não me relembrar das palavras do Mestre Fernando Pessoa 🌟
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: .
"Navegar é preciso; viver não é preciso."
(*) Quero para mim o espirito desta frase, transformada
A forma para a casar com o que eu sou: Viver não
É necessario; o que é necessario é criar. 
Nao conto gozar a minha vida; nem em goza-la penso.
Só quero torna-la grande, ainda que para isso
Tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torna-la de toda a humanidade; ainda que para isso
Tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho
Na essencia animica do meu sangue o propósito
Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
Para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça." .
Fernando Pessoa
--/////
. (*) Nota de Soares Feitosa: "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu. Nota de Soarez Feitosa: "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latin, frase de Pompeyo, general romano, 106-48 A.C., dicha a los marineros, amedrentados, que recusaban viajar durante la guerra, cf. Plutarco, en Vida de Pompeyo. ©2003-08-14 by Sebastián Santisi, all rights reserved.
Revision: 15/12/2005.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

BRAULIO TAVARES

Foto Marco Coiatelli


O CASO DOS DEZ NEGRINHOS
(Romance Policial Brasileiro)


Dez negrinhos numa cela
e um deles já não se move.
Fugiram de manhã cedo,
mas eram nove.


Nove negrinhos fugindo
e um deles afoito,
dançou: cruzou com uma bala....
Correram oito.


Oito negrinhos trabalham
de revólver e canivete;
roupa cáqui vem chegando
fugiram sete.


Sete negrinhos passando
pela rua de vocês;
alguém chamou a polícia,
correram seis.


Seis negrinhos dão o balanço:
bolsa, anel, relógio, brinco....
Houve um erro na partilha,
sobraram cinco.


Cinco negrinhos de olho
na saída do teatro.
Um vacilou, deu bobeira...
Correram quatro.


Quatro negrinhos trombando,
todos quatro de uma vez.
Um deles a gente agarra,
mas fogem três.


Três negrinhos que batalham
feijão, farinha e arroz.
Um se deu mal ; a comida
dava pra dois.


Dois negrinhos se embebedam
de brahma, cachaça e rum.
Discussão, briga, navalha...
e fica um.


E um negrinho vem surgindo
no meio da multidão.
Por trás desse derradeiro...
vem um milhão.


O HOMEM ARTIFICIAL, pp.60-61

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

NAIANA CARAPEBA


Cais


A neblina turva a visão que eu poderia ter da outra margem.
Abraço-me à minha solidão.
Paro em um cais que não leva a nenhum lugar:
apenas se posta diante de mim.
Imóvel. Inerte.
Pontes ceifadas que não servem para nenhuma finalidade. Nenhuma. Nenhuma.
As águas frias passam por mim,
num contínuo movimento que meus olhos não percebem.
Não sinto nada. Não sinto nada.

A minha tarde é repleta de solidão.
E de cais.

Naiana Carapeba
(19/01/2016)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ELOISA VIEIRA



A geração da rapidinha chegou. Foto bonita no Facebook, entra na página, vasculha o perfil, descobre quem é pai-mãe-melhor amigo-cachorro-casa de praia-onde passou o último verão-e quem foi a última namorada. Adiciona como amigo. Aceitou. Manda Inbox. Respondeu. 10 frases e passa o WhatsApp. -Oi, oi; por aqui é bem melhor. -E aí, o que vai fazer no fds? -Vou na “dasa” e vc? -Também. -Então nos encontramos lá. Alguns dias de ansiedade e chega a hora. Será que ele vai? Com que roupa eu vou? Batom vermelho? Acho que não rola amiga. Vai de nude, salto e saia. -Oi, oi; prazer, prazer. Beijos!!!! Beijos… Beijos sem muita conversa. Mas também, porque beijos precisam ser quase imediatos? Daí rola aqueles olhares sem muita profundidade. Vontade sem muito entusiamo. Mas o que podemos esperar de uma relação tão sem “relação”? Mas está bom, melhor que nada. Vida de solteira anda meio difícil não é mesmo? -Deixa que eu te levo em casa então.

No outro dia de manhã tem WhatsApp. Quem manda primeiro? Quem está mais interessado? Não, quem é mais maduro. Um oi e um tchau. Uma noite, duas noites… Uma semana e uma mudança de lua são suficientes para acabar. A regra das relações rapidinhas segue a mesma constância: acho que não era para ser. É alto demais, é loiro, não trabalha, tem poucos seguidores, vive na balada, gosta de comer milho na frente dos outros e tem uma família meio torta. “Nada”, isso é o que significa as características que usamos para terminar alguma coisa que mal teve a chance de começar. A gente corta as asas de quem nem aprendeu a voar ainda. As pessoas perderam o olhar longo, a jogada de cabelo… Perderam a emoção de um sms escrito “estou com saudades”. Será que ninguém mais tem vontade de olhar as estrelas sem pensar em mais nada além daquele momento? Com aquela pessoa? Será que eu estou sozinha nesse mundo super lotado de pessoas sempre online?

Parece que nada mais tem graça, parece que tudo anda meio vazio. Tudo é tão igual. A gente está perdendo a sutileza de saber o que significa se entregar, merecer, conquistar, estar, viver… Se perceber e se doar. Se amar e admirar a cor dos olhos do outro. A textura do cabelo, os ossinhos da mão e o jeito de andar rápido quando está atrasado. Sabe aquela voltinha na coluna que ninguém tem igual a ninguém? Ninguém mais repara nela. A gente existe por likes. Viaja por comentários, e vai para academia pelo espelho. A legging mais confortável perdeu espaço para a mais bonita. Essa é a lógica das relações de hoje: o que faz bem foi deixado de lado pela triste beleza do que faz mal. Eu tenho medo de pensar onde isso vai parar. Em um mundo onde se compra casamentos, seguidores, silicones, bocas carnudas, eu fico pensando: será que um dia alguém ainda vai reparar quantos tipos de sorriso eu tenho?

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Maninha Noel



Fazer 45 anos !!!!
Hoje acordei diferente , 
percebi que eu estava diferente ao ver as pessoas que eu amo de outro angulo .
Percebi que hajo com meus pais como se eu fosse a mãe!
Percebi que aos 15 me achava magrela e feia mas que nada ...ai que saudade da pele de pessego sem nenhuma mancha. Aos 25 me achava super madura e a destemida mãe de 2 meninas, mas que nada ...acho que foi quanto tive mais medo da vida.

Aos 35 meu primeiro problema de saude sério, e eu passava por isso como se não fosse nada, não me permitia vacilar , tinha muito a conquistar ainda... 

Aos 45 me sinto como se agora eu relaxasse , pudesse pensar em mim , dever cumprido , familia criada, vida recompensada. Não sei se fiz certo tudo que a vida me proporcionava , mas uma certeza eu tenho de que tudo que fiz não me arrependo !
Parece que já foi muito ? 
Nao sinto assim !
Sinto que tenho energia de sobra , 
que agora só quero tudo que me agrada. 
Quero ser mais feliz , mais ativa , 
mais prestativa e mais amada.
Espero agora os 55 orgulhosa de tudo feito 
curiosa do que me espera ! 
Obrigada Deus por me permitir fazer 45 anos!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MARIA LAIS FETT





Vida


Estamos nós por aí,

ou, o que resta de nós.

Pedaços de gente,

fragmentos de almas.

Buscamos caminhos, contidos,

escondidos, estreitos, velados.

Distância infinita, 

busca restrita.

Eu, por aí estou,

ou o que resta de mim.

Pedaço de gente, 

alma fragmentada,

buscando uma estrada.

Longe de ti, 

longe de nós,

verei os azuis, 

respirarei os jasmins,

tentando viver,

mais perto de mim.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

SIMONE 2



"Hoje amanheci sol. 
Adjetivando os sentimentos que guardei por tempo demais. 
E do que fui ficou a saudade. 
Sinto falta de tudo que nunca houve, e de todos os momentos ficou somente um instante: 
o que nem aconteceu. 
O sonho foi mais forte que a realidade, 
e faz falta aquilo que jamais foi. 
Quem dera pudesse domar a vida em mim, 
o que faço é só retê-la, e de vez em quando, 
ela ainda acha um jeito de se intensificar sem autorização." 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Andréa Thomé Netto


   

Sobre medos e conforto.


O ser humano vive em busca de segurança como nenhum outro animal. Nunca veremos um cachorro ou um peixe, preocupados com seu futuro, se haverá alimento suficiente, se seus amigos vão gostar de seu novo corte de cabelo ou se em sua migração sazonal as condições estarão favoráveis. Os animais simplesmente vivem seu momento presente de acordo com o que ele apresenta.

            Nós, ao contrário, dotados de razão, temos uma tendência de correr alucinadamente em busca da segurança, da permanência que simplesmente não são possíveis no decurso da vida. O processo de viver já traz em seu bojo as modificações. Não podemos ficar eternamente no ventre de nossas mães, não podemos ser crianças para sempre, não podemos ser jovens por muitas décadas, não podemos deter o envelhecimento nem todas as alterações que acontecem durante os anos em que permanecemos vivendo. 

          A vida é dinâmica, o que está acontecendo hoje, amanhã já se acabou, o que queremos muito nesse momento, no próximo pode nos causar até repulsa e é nesse movimento que vamos amadurecendo, vamos desenvolvendo novas habilidades e vamos evoluindo enquanto pessoas.

            O medo, ao contrário, já é uma reação animal muito natural, que serve para nos resguardar de perigos. Uma lebre tem medo quando vê uma raposa e, provavelmente, irá fugir o quanto puder de seu alcance. Nossos medos humanos não se restringem a perigos físicos. Com nossa capacidade de refletir sobre o passado e o futuro, podemos ter medos variados, desde um predador real como um assaltante, até medo de nos faltar dinheiro para comprar alimentos em determinada circunstâncias.

E é com base nessas vivências pessoais ou aprendidas de outras pessoas que desenvolvemos nosso modo de relacionamento com as condições que a vida nos apresenta. Há pessoas destemidas que quase nada temem e outras que podem ter medo de coisas pequenas como errar o tempero de uma comida.

Juntando nossa necessidade de segurança com a forma como lidamos com as mudanças e o medo, passamos a vida nos arriscando mais ou menos a novas empreitadas. É o que se chama em psicologia de “zona de conforto”. Aquela situação em que nos sentimos confortáveis, em que julgamos administrar bem as emoções que a acompanham e que nos dá a sensação de segurança tão almejada.

Todos temos as nossas zonas de conforto em várias áreas de nossa vida e não há nada de errado se nos faz bem, se estamos felizes assim. Há quem tenha feito um curso superior, seja um profissional bem sucedido e não se interesse em buscar outros conhecimentos, fazer novos cursos, ler outros livros. Se vai continuar sendo um profissional bem sucedido dessa forma só o futuro dirá.

Há quem saiba que precisa se exercitar, melhorar sua capacidade cardiorespiratória e com isso beneficiar sua saúde integral, mas insiste em ficar no sofá, vendo tv e se alimentando de forma inadequada, num comportamento confortável, mas que não lhe garantirá um envelhecimento livre de desconfortos muito maiores.

Há quem fique em relações infelizes e insatisfatórias, em que se sabe exatamente como irá começar e terminar cada dia, cada mês, cada relação sexual, cada discussão, cada desconforto. Sabe-se tanto que se acostuma, pois tudo volta “ao normal” depois de um certo tempo, uma zona (des)confortável.  Os exemplos são infinitos.

Muitas vezes o que nos falta é um pensamento mais amplo. Focamos no conforto, no medo, na insegurança e nos esquecemos que a vida é passageira, não sabemos quanto tempo ainda nos resta e assim vamos desperdiçando tempo, que não voltará mais.

Nunca mais você terá o dia de ontem para ler um livro que não foi lido. Você poderá fazer isso amanhã, se ousar sair da zona de conforto e se houver um amanhã em sua vida. Ontem você podia ter saído para caminhar e até mesmo esbarrado em um novo amor, mas preferiu o sofá. Se continuar preferindo ficar sentado hoje, amanhã e depois de amanhã, chegará daqui a 10 anos igual ou pior fisicamente do que atualmente.

Medos existem, são importantes, nos protegem dos perigos. O problema é quando eles também nos impedem de buscar mudanças positivas em nossa vida. Nesse caso eles devem ser enfrentados.

A diferença entre uma pessoa medrosa e uma destemida não é a ausência do medo, mas a ousadia de enfrenta-los.

Se você sente que sua vida está como a música “Cotidiano” do Chico Buarque, em que todo dia você faz tudo sempre igual e isso não te agrada, ouse, mude, faça diferente, saia da sua zona de (des)conforto! Se não conseguir sozinho, busque ajuda. Pode ser um líder religioso, uma pessoa mais experiente em quem você confia, um amigo próximo ou um psicoterapeuta. Importa buscar a mudança, importa enfrentar seus medos.

Eu não posso te garantir que suas novas escolhas irão te fazer mais feliz ou não, mas sem tentar você nunca irá saber.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

SIMONE 1




"Toda segunda a menina acordava com duas vontades: 
abraçar o mundo e sentir borboletas no estomago. 
Acreditava nos sentimentos bons que lhe dominavam os sonhos, 
na capacidade das pessoas de amar incondicionalmente, 
na leveza da alma que quer sentir outra alma, igualmente leve. 
Quando se tem alma de menina, é assim, 
a vida é branda, a semana é curta e o coração 
é do tamanho do mundo que se imagina um dia abraçar."

segunda-feira, 18 de maio de 2015

MUIRAQUITÃ



Assim nasceu o mundo...
o homem,a mulher e seus frutos...
o Paraíso se torna terra
a dor passa a ser bela
a luz irradia a alma
que outrora pensou pertencer a ela...

Milene Fonseca 
15/05/2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

NAIANA CARAPEBA


Acreditei verdadeiro,
doei alma,
tremi desejo,
salguei entranhas.
Esperando você.

Uma música tocava na vitrola...
E seu corpo pesou, imenso, em mim.
Consumação...
Janela afora, caía uma chuva calada -
tal qual minha ingenuidade cadente.

Passeei por você.
Seus ombros.
Seu retrato.
Seus atos.

Sobre a mesa, a passagem comprada, seus sonhos espalhados.
Oportunidades se descortinavam em folhas acartonadas.
Mas, eu não estava ali.
Nada me fazia presente.

Eu não fui. Eu era ninguém. Ninguém.
Com a sua queda, esquecida e fria, segui seus rastros.
Estourei as bolhas da sua champagne no céu da minha boca.
Com a sua partida, nada. 
Nada. Nada. Nada.
Seu eco me chamava.
Vivi você no silêncio da sua morada vazia.
Sua ausência me queimou os dedos.
As paredes nuas. Feias.
E senti novamente a queda.
Você a desertar o meu corpo, 
seu silêncio cru nos meus ouvidos,
chamando sem parar...

Esperei você.
Fugido, horrorizado.
Fustigado.
Você só.
Caído.

Mas, novamente, o nada.
Agora, muros separatistas o aguardam.
Embora caídos, sua presença ainda impera.
E ajudarão a escrever nova história.
Novos. Novas. Novidades...
Novas quedas?

Eu. Só.
Eu. Sem.
Eu. Estanque.
Sem salgar minha carne.
Sem revelar minha história.
Sem sossegar minha pena.

Esperando você.
Naiana Carapeba 
(11 de maio de 2015)

terça-feira, 28 de abril de 2015

CÁSSIA RODRIGUES



Felicidade descabelada

Outro dia me disseram que minha felicidade é despenteada!
E eu, nem por um instante pensei em refutar tal ideia
Ainda mais sabendo que as coisas boas da vida nos despenteia...
Vento no rosto, que traz aquela infinita sensação de liberdade, despenteia!
Se esparramar na areia da praia e sentir a luz do Sol penetrar todos os poros, despenteia!
Tomar banho de cachoeira e sentir aquele o gelo das águas a cortar a pele e quase nos fazer perder o fôlego, despenteia!
Dançar até sentir-se inebriada, despenteia!
Reunir-se com os amigos e rir das bobeiras sem sentido, despenteia!
Pular de alegria e de felicidade, despenteia!
Amasso com aquela pessoa que desperta todos os seus sentidos, despenteia!
Pois, que a felicidade então, nunca aprenda o caminho do salão de beleza, desconheça pente, secador, chapinha e todas essas coisas que colocam o cabelo em alinho

Por um mundo em que possamos viver em total desalinho!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

MARIA OLIVIECKI !!!



Buenos amigos andan juntos
Cualquier que sea la diferencia
Sea rico o pobre
Siempre dan assistencia.

Juntos con las manos,
Siempre seran felices,
Un se rie del otro
Con las historias de sus raices.

Un pasa la energia al otro,
El otro saca la tristeza de un
Mientras un baila solo
El otro hace... tun, tun !

Con las manos juntas
Todo se hace posible
Hasta el mundo abrazar
Jugando y cantando
Para la vida "alegriar"

Un pasa la energia al otro,
El otro saca la tristeza de un
Mientras un da la mano al otro
El otro dice... alla vine mas un !