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quarta-feira, 6 de abril de 2022
Books 2/2022
14.
Nelson Cruz Ilustrações
Texto João Luiz Guimarães
Sagatrissuinorana
Editora Ôzé
15.
Yukio Mishima (1925-1970)
Onnagata
Traduzione di Andrea Maurizi
Mondadori
16.
William Shakespeare
Otelo
Tradução Bárbara Heliodora
Editora Nova Aguilar
17.
William Shakespeare
Troilus e Cressida
Tradução Bárbara Heliodora
Editora Nova Aguilar
18.
William Shakespeare
Bom é o que acaba bem
Tradução Bárbara Heliodora
Editora Nova Aguilar
19.
William Shakespeare
Medida por medida
Tradução Bárbara Heliodora
Editora Nova Aguilar
20.
William Shakespeare
Macbeth
Tradução Bárbara Heliodora
Editora Nova Aguilar
21.
Francis Scott Fitzgerald
Di qua dal Paradiso
This side of Paradise
Traduzione di Fernanda Pivano
22.
André Neves
Noite e Dia
Textos de Luciano Pontes e
Fábio Monteiro
Editora Paulinas
sábado, 2 de abril de 2022
quarta-feira, 9 de março de 2022
BOOKS 1/2022
Books 1/2022
1.
Mary Shelley
The New Annotated
Frankenstein
Edited by Leslie S. Klinger
W Norton Back number
2.
JOSÉ Carlos Gentili
Lagoa dos Cavalos
Almedina
3.
Anton Pavlovich Cechov
Sulla Strada Maestra
Garzanti
4.
Anton Pavlovich Cechov
Il canto del Cigno
Garzanti
5.
Anton Pavlovich Cechov
Sulla Strada Maestra
Garzanti
6.
Anton Pavlovich Cechov
Sul Danno del Tabacco
Garzanti
7.
Anton Pavlovich Cechov
L’Orso
Garzanti
8.
Anton Pavlovich Cechov
Sulla Strada Maestra
Garzanti
9.
Afonso Pena Júnior
Cadeira VII
Discurso ABL em 14 de agosto de 1948
Recepção de Alceu Amoroso Lima
ABL
10.
Anibal Freire da Fonseca (1884-1970)
Cadeira III
Discurso ABL em 10 de maio 1949
Recebido por João Neves da Fontoura
ABL
11.
Elmano Cardim
Cadeira XXXIX
Discurso em 29 de setembro de 1950
Recebido por Levi Carneiro
ABL
12.
Austregésilo de Athayde
Cadeira VIII
Discurso em 14 de novembro de 1951
Recebido por Múcio Leão
ABL
13.
André Neves
Obax
Brinque-Book Editora
sexta-feira, 4 de março de 2022
Gonçalo Ivo
ENCONTRO COM HOMENS NOTÁVEIS I
04/03/2022Por Goncalo Ivo
Em nossa curta existência, cruzamos com pessoas notáveis. Minha história justifica o que afirmo. Foram inúmeras convergências, desde minha juventude. A isso,
agregava extensas horas de leitura, sempre acompanhado pela música. Em minha tenra idade, ainda não percebia que a fluidez dessa convivência não era obra do acaso. Nada é fortuito. Todos os segredos, significados e mecanismos invisíveis desses encontros, afinidades e pertencimentos pareciam estar escritos em pedra.
Passavam pelo apartamento de Botafogo poetas, pintores, filólogos, arquitetos, gente de teatro e cinema, cientistas, críticos de arte e de literatura. Ainda no
colégio São Vicente de Paulo, no início dos anos 1970, sentia-me à margem. Os jovens colegas eram adeptos do esporte, dos carros e das primeiras conquistas sexuais. Minhas inclinações se dirigiam à solidão da música, da pintura e da literatura. Dormia na biblioteca de meu pai. Minha cama era um estrado projetado por Sergio Rodrigues. Da baixa altura dessa cama improvisada, mirava as lombadas de livros de Ray Bradbury, Campos de Carvalho, José Lins do Rêgo, Hermann Hesse, Kurt Vonnegut, Jorge Amado e muitos outros. Sem sequer levantar-me, pedia às minhas mãos que levassem ao foco de minhas retinas O lobo da estepe, Sidarta, Crônicas marcianas, Capitães de areia, Menino de engenho, A bagaceira, Robinson Crusoé, A lua vem da Ásia e a Ilha do tesouro.
Aluísio Carvão, Cornucópia, 1955
No verão de 1999, caminhando em Paris na Rue de Rennes, em direção ao meu “marchand de couleurs”, no Boulevard Edgar Quinet, a loja L’Artiste Peintre, de
propriedade de Raoulf e Bassam, árabes católicos libaneses, deparo-me com a alta figura de Sérgio de Campos Mello na esquina com a Rue de L’Abbé Gregoire. Não nos víamos havia vários anos, talvez mais de uma década.
Em 1976, Sérgio e Aluísio Carvão foram meus professores no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Ser aluno deles foi uma escolha minha. Havia
visitado várias classes do bloco-escola do MAM, porém minha intuição me guiou para Sérgio e Aluísio, com os quais, para além de minha admiração, passei a cultivar uma recíproca e profunda amizade.
Aluísio Carvão, Clarovermelho, 1959
Aluísio Carvão tinha olhos verdes-azuis, como a água pura de alguma praia incógnita do Norte ou Nordeste do Brasil. Em suas aulas, em pleno verão carioca, até os ventiladores e as cigarras silenciavam. Usava um jaleco branco de uma alvura luminosa, que contrastava com sua pele morena e avermelhada. Para mim, suas classes nunca foram aulas de desenho, e sim verdadeiros rituais pelos quais devemos passar para, se possível, um dia, sabermos quem somos e a que almejamos. Olhava, desenhava e interpretava. Sentia-me instigado a continuar trabalhando.
Não raro, Carvão trazia um florão barroco de madeira, ostentando suas curvas mineiras, a pátina degradada pelo tempo e a fome centenária dos cupins. Colocava-o ao lado de um cacho de bananas. E eu me indagava se o pequeno objeto barroco que ele tanto admirava não havia sido “subtraído” de uma pequena capela mineira por um padre ou coroinha.
O mundo girava e, à noite, na vertigem do meu exíguo estrado de madeira, minha ilha secreta, visitava os oceanos e os seus inesgotáveis continentes de papel.
Aluísio Carvão, Wilma Meu Amor, 1978
Gonçalo Ivo
Paris, 22 de fevereiro de 2022.
domingo, 13 de fevereiro de 2022
Marco Polo by Calvino
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
Chaaya Prabhat
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
Gonçalo Ivo na Revista DASartes
“No te escondas, que ya te has puesto viejo.
Que a Natura obedezcas te aconsejo,
Que el tiempo te robó tu fortaleza.
…Está marcado tu destino, y si tarda treinta
años o quarenta, te ha de parecer mucho,
aunque no es nada.”
Petrarca, Cancionero.
Versión de Ángel Crespo

Veneza, terça-feira, 23 de março de 1993
Enquanto o trem avança em direção a Pádua, eu penso nas viagens que fiz pelo Nordeste do Brasil, nas construções simples e limpas, adornadas por uma geometria sumária, nas casas brancas e capelas pequeninas com seus cruzeiros na cumeeira iluminados. O dia de sol radiante na Itália é, para mim, o mesmo sob as cidades esquecidas na beira da estrada que corta a Bahia em sua latitude. Meu reencontro com a pintura da Cappela degli Scrovegni é também uma volta para casa. Os afrescos de Giotto mimetizam as paisagens pedregosas do sertão, o céu muito azul, os rebanhos de cabras pastando e a vegetação esquálida. O colorido resplandece em inúmeros dourados, verdes-esmeraldas, carmins e azuis, como nos dias festeiros de procissão. Em O sacrifício de Joaquim, Deus se manifesta em mistério glorioso, por meio de uma minúscula mão suspensa no ar.

Vargem Grande, Sítio São João, outubro de 1999.
O TERCEIRO DIA
Revelo algumas árvores íntimas. Para mim, elas são a ponte entre o céu e a terra. Suas copas sustentam o firmamento, suas raízes profundas são as fundações de uma grande arquitetura. Antes mesmo de criar o sol, a lua e as estrelas, Deus, no terceiro dia, deu vida às árvores. E nos pôs a caminhar entre elas.
Havia no pomar, ao lado do meu ateliê em Teresópolis, uma velha pereira morta. Não deixei que a cortassem. Seu tronco e galhos retorcidos eram o abrigo de pássaros, parasitas e fungos. Durante o dia, essa árvore aderia-se à paisagem clara. Nas noites limpas e frias de inverno, seu desenho bruxuleante surgia como uma grande onda deslizando sobre o fundo azul do mar. Seus galhos, secos e brancos como ossos, apontavam as estrelas que deambulavam vagarosamente.
Mesmo morta, como uma pedra, essa árvore estava sempre em movimento. Se a imaginava imóvel, havia nela o deslocamento de sua forma, que se lançava como uma elipse ascendente. Agora, ela reaparece como uma sombra em minha pintura. É a árvore que hoje se oculta e se revela entre tantas outras árvores.
PS: Essas são reminiscências de meus diários escritos nas últimas décadas.

Gonçalo Ivo
Madri, 12 de outubro de 2021.
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Salmo 90 em Português
Salmos 90
1 SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.
2 Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.
3 Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.
4 Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.
5 Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce.
6 De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.
7 Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados.
8 Diante de ti puseste as nossas iniqüidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.
9 Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta.
10 Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.
11 Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.
12 Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.
13 Volta-te para nós, Senhor; até quando? Aplaca-te para com os teus servos.
14 Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias.
15 Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal.
16 Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos.
17 E seja sobre nós a formosura do Senhor nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
Books 5/2021
Books 5/2021
45.
João do Rio
“O bebê de tarlatana rosa” e outros contos
Confraria dos Bibliófilos do Brasil
46.
George Simenon
La Ballerina del Gai-Moulin
La danseuse du Gai-Moulin
Adelphi
47.
Renato Lima
Chico Rei
Ilustrações Graça Lima
Editora Paulus
48.
Rubén Darío
Azul
Tradução de Marcelo Barbão
Editora Annablume
49.
George Simenon
L’amico d’infanzia di Maigret
L’ami d’enfance de Maigret
Traduzione di Marina Karam
Adelphi
50.
George Simenon
Maigret e l’omicida di rue Popincourt
Traduzione di Annamaria Carenzi Vailly
Adelphi
51.
Orígenes Lessa
A cidade que o diabo esqueceu
Editora José Olympio
52.
Gaio Giulio Cesare
Bellum Hispaniense
La Guerra di Spagna
Traduzione di Adriano Pennacini
Einaudi - Gallimard
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
Academia Mato-Grossense de Letras
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
George Calligan
sábado, 18 de setembro de 2021
Milano, trovata in manoscritto del 1340 una menzione dell'America 150 anni prima di Colombo
Milano, trovata in manoscritto del 1340 una menzione dell'America 150 anni prima di Colombo
Categorie: Attualità
Clamorosa scoperta di un gruppo di lavoro dell’Università Statale di Milano guidato dal professor Paolo Chiesa, ordinario di filologia mediolatina e filologia umanistica presso l’ateneo lombardo. Il gruppo di ricerca ha infatti trovato, per la prima volta nella storia, una citazione dell’Americain area Mediterranea risalente a 150 prima della “scoperta” di Cristoforo Colombo. La menzione di una terra situata al di là dell’Atlantico è stata notata in un’opera inedita medievale, scritta dal domenicano Galvano Fiamma (Milano, 1283 - 1344) intorno al 1340: la scoperta è nata all’interno di un progetto didattico della Statale di Milano, cui hanno collaborato numerosi studenti di Lettere, ed è stata pubblicata sulla rivista statunitense Terrae incognitae, dedicata alla storia delle esplorazioni, in un articolointitolato Marckalada. The first mention of America in the Mediterranean Area, firmato dal professor Chiesa.
Il continente americano, com’è noto, entrò nell’orbita delle conoscenze degli Europei con la spedizione di Cristoforo Colombo, del 1492, ma in realtà esplorazioni sulle coste settentrionali dell’Atlantico erano già state compiute nei secoli precedenti da navigator vichinghi, e hanno lasciato sporadiche tracce nei racconti semileggendari di alcune saghe norrene. La notizia dell’esistenza di terre al di là dell’Atlantico non era però mai stata documentata fino a questo momento fuori dalla Scandinavia. La ricerca presso la Statale, peraltro ancora in corso, dimostra ora che qualcosa se ne sapeva anche più a sud.
La menzione proviene proprio da Milano: si trova nella Cronica universalis del domenicano Galvano Fiamma, autore di varie cronache scritte nel periodo visconteo. All’interno di quest’opera, ancora inedita e oggetto di studio da parte del progetto, si trova il riferimento a una terra di nome “Marckalada”, certo da identificare con quella chiamata Markland nelle saghe norrene.
Questa la traduzione italiana del passaggio di Galvano, scritto originariamente in latino: "I marinai che percorrono i mari della Danimarca e della Norvegia dicono che oltre la Norvegia, verso settentrione, si trova l’Islanda. Più oltre c’è un isola detta Grolandia...; e ancora oltre, verso occidente, c’è una terra chiamata Marckalada. Gli abitanti del posto sono dei giganti: lì si trovano edifici di pietre così grosse che nessun uomo sarebbe in grado di metterle in posa, se non grandissimi giganti. Lì crescono alberi verdi e vivono moltissimi animali e uccelli. Però non c’è mai stato nessun marinaio che sia riuscito a sapere con certezza notizie su questa terra e sulle sue caratteristiche". È probabile che la notizia fosse giunta a Galvano da Genova, città con cui lo scrittore aveva contatti, e che i marinai di cui si parla siano navigatori genovesi che commerciavano con le regioni del nord. L’interesse della scoperta sta nel fatto che riapre una questione lungamente dibattuta, ma sulla quale non vi era nessuna documentazione: se a Genova, prima di Colombo, circolassero informazioni sull’esistenza di terre oltreatlantiche, e se una eventuale notizia, anche vaga, della loro esistenza avesse reso più accettabile il rischio della spedizione del 1492.
“La menzione dell’America”, spiega Paolo Chiesa, "è solo una delle sorprese che riserva la Cronica universalis di Galvano Fiamma, anche se probabilmente è la più clamorosa. Si tratta di un’opera inedita, sulla quale abbiamo costruito un progetto didattico cui hanno collaborato parecchi studenti con le loro tesi, dividendosi la trascrizione del manoscritto e la resa in pulito del testo. Gli studenti hanno imparato molto da questa esperienza, e hanno ora anche la soddisfazione di vedere che il loro lavoro ha un esito scientifico sorprendente".
La parte del manoscritto contenente la menzione dell’America è stata trascritta da Giulia Greco, ora dottoranda di ricerca presso l’Università di Trento, che racconta: "Il manoscritto è vergato in una scrittura gotica dell’Italia settentrionale, non sempre facile da decifrare. Oltre alla trascrizione della parte del testo che gli era assegnata, ogni studente doveva individuare le fonti impiegate da Galvano per le notizie contenute. Per la frase ’americana’, in particolare, non sono state individuate fonti libresche, e si deve perciò credere a Galvano quando dice che riportava informazioni orali".
La prossima tappa della ricerca è la pubblicazione dell’intera Cronica universalis. Questa parte del lavoro è coordinata da Federica Favero, assegnista di ricerca, che così la descrive: "Il manoscritto dell’opera si trova negli Stati Uniti, ed è di proprietà privata. È stato perciò necessario recarsi sul luogo: il proprietario ci ha autorizzati a fotografare l’intero codice, e abbiamo lavorato sulla base di queste fotografie. Si tratta ora di uniformare le trascrizioni prodotte dalle tesi a uno standard editoriale scientifico, di approfondire i punti oscuri rimasti e di corredare il testo del necessario commento; fatto questo, la Cronica universalis sarà a disposizione di tutti, come merita di essere".
Immagine: Autore sconosciuto, Planisfero di Cantino(1502; sei fogli di pergamena incollati, 1050 x 2200 mm; Modena, Biblioteca Estense)
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| Milano, trovata in manoscritto del 1340 una menzione dell'America 150 anni prima di Colombo |



