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terça-feira, 20 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1902-1987)
As sem razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
As sem razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 18 de março de 2012
LAGAMAR - MG
Nessas viagens de carro, sempre temos a oportunidade de revisitar as nossas memórias de um Brasil diferente, de um Brasil esquecido pela Televisão e pelos Jornais.
Resta apenas na lembrança de algum viajante mais observador e que consiga escrever algumas linhas para que não olvidemos nossas origens, assim como nossa época.
Passando por Lagamar, senti essa calma que inúmeras vezes sonhamos.
Dia de semana.
Na praça uns senhores jogavam cartas,
outros procuravam emprego na frente do sindicato.
A funerária já estava funcionando, o Banco fechado e a Igreja aberta ...
Parecem que estava tudo combinado para uma filmagem especial.
A nossa !!!
sexta-feira, 16 de março de 2012
VAZANTE - MG
Parado num posto para abastecer...
Uma cena inesquecível...
Um casal numa camionete
sem os animais...
Dois filhos bebendo agua na bica da torneira sem parar...
Lembrei duma infância esquecida em que fazíamos isso direto
sem se preocupar com os tais micróbios, que mesmo procurando...
não conseguiamos vê-los...
A mãe nova com um filho no colo.
O Pai, tambem novo, segurando a mão da filha inquieta enquanto o carro era abastecido...
VICTOR HUGO - O HOMEM E A MULHER
O HOMEM E A MULHER
"O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono;
Para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o gênio; a mulher o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher a preferência.
A supremacia representa força.
A preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pelas lágrimas.
A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; os martírios sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é o templo; a mulher, um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos;
Ante o sacrário ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono;
Para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o gênio; a mulher o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher a preferência.
A supremacia representa força.
A preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pelas lágrimas.
A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; os martírios sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é o templo; a mulher, um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos;
Ante o sacrário ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza;
O lago tem a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa; a mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um fanal; a consciência;
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O fanal guia, a esperança salva.
Enfim...
O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu...
O oceano tem a pérola que embeleza;
O lago tem a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa; a mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um fanal; a consciência;
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O fanal guia, a esperança salva.
Enfim...
O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu...
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
MARINA COLASSANTI
Eu sei, mas não devia (Marina Colasanti, 1972) [lembrança da minha amiga imaginária Maristela Lima] Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
segunda-feira, 12 de março de 2012
FELICIDADE !!!!
As vezes precisamos entender ...
Que algumas situações nunca serão compreendidas ...
Que nunca entenderemos algumas pessoas ...
Que alguns fatos nunca concordaremos ...
E ainda assim a Vida continuará fluindo ...
Como sempre fluiu ...
Quem somos nós ?
Já escreveram ...
Somos Pó !!!
Dele viemos...
A ele retornaremos ...
Por que invariavelmente esquecemos disso ?
Talvez para renovarmos a
Esperança de
Ser Feliz !!!
domingo, 11 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
LÊDO IVO !!!
Uma porta fechada não é suficiente para que o homem
esconda o seu amor. Ele também necessita de uma porta aberta
para poder partir e se perder na multidão quando esse amor explodir
como o barril de pólvora no arsenal alcançado pelo raio.
Um telhado não basta para que o homem se proteja
do calor e da tempestade. Para fugir ao relâmpago
ele precisa de um corpo estendido na cama
e ao alcance de sua mão ainda temerosa
de avançar no escuro quando a chuva cai no silêncio do mundo aberto como uma fruta
entre dois estrondos.
Na noite que declina, no dia que nasce,
o homem precisa de tudo: do amor e do raio.
Necessities
A closed door is not enough for a man
to hide his love. He also needs an open door
so he can leave and lose himself in the crowd when that love explodes
like a barrel of powder in the arsenal hit by lightning.
A roof is not enough to protect a man
from heat and storm. To flee the thunderbolt
he needs a body stretched out in bed
and within reach of his hand still afraid
to advance in the dark as the rain falls on the silence of the world open like a fruit
between two thunderclaps.
In the night that falls, in the day that breaks,
man needs it all: love and the lightning bolt.
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
MADRE TEREZA
PEOPLE ARE OFTEN UNREASONABLE, ILLOGICAL AND SELF-CENTERED;
FORGIVE THEM ANYWAY !!!
IF YOU ARE KIND, PEOPLE MAY ACCUSE YOU OF SELFISH MOTIVES;
BE KIND ANYWAY !!!
IF YOU ARE SUCCESFUL, YOU WILL WIN SOME FALSE FRIENDS, AND SOME TRUE ENEMIES;
SUCCED ANYWAY !!!
IF YOU ARE HONEST & SINCERE, PEOPLE MAY DECIEVE YOU;
BE HONEST & SINCERE ANYWAY !!!
WHAT YOU SPEND YEARS BUILDING, SOMEONE COULD DESTROY OVERNIGHT;
BUILD ANYWAY !!!
IF YOU FIND SERENETY AND HAPPINES, THEY MAY BE JEALOUS;
BE HAPPY ANYWAY !!!
THE GOOD YOU DO TODAY, PEOPLE WILL OFTEN FORGET TOMORROW;
DO GOOD ANYWAY !!!
GIVE THE WORLD THE BEST YOU HAVE AND IT MAY NEVER BE ENOUGH;
GIVE THEM YOUR BEST ANYWAY !!!
IN THE FINAL ANALYSIS, IT BETWEEN YOU AND GOD;
IT NEVER WAS BETWEEN YOU AND THEM ANYWAY !!!
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