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sexta-feira, 30 de abril de 2010

O PARQUE


Naiana sempre que podia caminhava pelo Parque...
Todo ano levava a Famíla para admirar aquela floração tão esperada...
 As árvores tinham sido plantadas pelo querido avô ...
Ela ainda se lembrava daquele dia tão chuvoso...
Quando chove no Parque...
Naiana fica Feliz...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

SAVANA


Caminhar com cuidado...
Afinal depois da Arvore,
podemos encontrar um Leão...
nesse caso prefiro uma Zebra...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

VITRAL


Quarta- feira !!!
Dia de reflexões...
Mistérios do Mundo !!!
Ritos de Passagem....
Morte e Vida...
Vida e Morte...
Quem entende ?

terça-feira, 20 de abril de 2010

MINHA MÃE....

Minha mãe ...
me ensinou a brincar...
me ensinou a furar fila...
me ensinou a tomar bastante sorvete...
me ensinou muito a perdoar....
só não me ensinou a dizer Adeus...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ESPERANÇA !!!!


Foi lá que nós acampamos....
Esperando notícias do céu...
É o que se pode ...
quando não se tem mais nada...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

MARCO CHAMORRO


Marco Chamorro vivia viajando no mini veleiro que ele tinha construído...
Era feito de papel a prova d'agua...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

JOSÉ RAMON SANTANA VAZQUEZ



disse...





...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




con saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

BELLA GIORNATA - OMAGGIO A NICOLETTA CECCOLI


C'era il sole... 
due bellissime sedie per sdraiarse..
e il Mare...
sempre un desiderio...
domani andiamo ?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CALAMANDA

"En el camino de todo mortal hay un pájaro
bello que salta, nos mira y entona su trino
para que nosotros también cantemos libres..."
(M.Rivera Cross)



http://calamandayledesesperedegustavecourbet.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O CAMINHO DA LORENA




Lorena estava no caminho de casa...
resolveu ir pelo parque, 
sentia saudades quando passava por lá...
lembrava daqueles momentos tão inesquecíveis...

ARMANDO NOGUEIRA (1927-2010)


A alegria de um coroa

Acordou bem cedinho. Estava louco para rever a sua cidade. Abriu a janela do apartamento e deu de cara com uma colossal manhã de sol, dessas que só mesmo o Rio de Janeiro é capaz de aprontar em pleno inverno. Pois a história que agora te conto, leitor, passou-se no recente mês de agosto.  
Para não perder tempo, que as férias eram brevíssimas, o nosso amigo tomou uma xicrinha de café preto, enfiou no bolso uma pera, pra mais tarde, e saiu pelo Aterro do Flamengo, feliz da vida, de bermudas e tênis "Conga". 
Caminhava e distribuía seu contentamento entre as árvores do Aterro, boas amigas que ele já não via há dez anos, quando deixou o Rio para ir cuidar de uma fazendola no interior de Minas. 
Pelas tantas, quis tomar sol. Despiu a camisa de malha, deitou na arquibancada do campinho de futebol de salão e assim ficou um tempão, entregue ao regozijo de merecido repouso. Tamanho era o sossego que até chegou a tirar uma soneca. 
- Ei, moço! bom-dia! 
Era a voz de um dos três garotos que chegavam com uma indisfarçável secura de bola. 
- Quer fazer um racha com a gente? A gente joga dois-contra-dois. 
Deitado estava e deitado respondeu, no embalo: 
- Vamos lá, pelada é comigo mesmo! 
Resoluto, levantou-se, sacudiu as pernas e foi logo entrando no campo. Um campo de barro. O dono da bola, um menino de seus quinze anos, fez a apresentação da turma: 
- Eu sou o Marcio, esse aí é o Dico e aquele é o Leo. 
Nem esperou que o coroa se identificasse. Queria mais era começar logo o racha. 
- Olha aqui, vai ser eu e o Dico contra o senhor e o Leo. 
Pela rapidez da escalação, o coroa sentiu que devia estar entrando numa fria: o bom de bola, ali, devia ser o Dico. Discretamente, deu uma olhada e viu que o Leo não tinha a menor pinta. De qualquer modo, chamou de lado o Leo e propôs uma chave: o Leo lá na frente, ele mais atrás. Antes, porém, um teste sem aparentar outra intenção a não ser aquecer o corpo: na verdade, queria mesmo era saber se o Leo era de bola, ou não. Tocou a bola na direção do Leo para ver que bicho dava. A bola beliscou a canela do Leo. O coroa chegou a pensar em desistir. Um sujeito de 61 anos, meio barrigudo, cheio de cabelos brancos: 
- Meu Deus, o que é que estou fazendo aqui no meio desses meninos; uns meninões de quinze anos? 
O diabo é que ele já tinha aceito o desafio. Não ficava bem correr da raia. Afinal de contas, não era a primeira, nem seria a última vez que a vida metia o nosso coroa em batalhas decisivas. 
No meio do campo, o dono da bola vai cantando as regras do jogo: a partida é de cinco. Quem fizer cinco primeiro, ganha. Não vale gol direto. Não pode pegar a bola com a mão, só se já começar no gol de saída. 
E como ninguém sequer pensou em jogar no gol, a partida começa com os quatro na linha. No centro do campo de terra batida, a bola de futebol de salão, por sinal que um tanto surrada. 
A saída, lógico, é do Marcio. Marcio pro Dico, Dico pro Marcio, que tenta um drible. O coroa, vigilante, rouba a bola e contra-ataca. Procura o Leo. O Leo ficou lá atrás, paradão, sem saber pra que lado ir. O coroa então chuta do meio do campo. Gol! 
- Não vale - grita o Marcio - eu avisei ao senhor que não vale gol direto. O senhor tem que passar a bola pro Leo! Ou o Leo pro senhor! 
Gol anulado, começa tudo de novo. Saída com o Marcio. O coroa pede tempo. Cochicha uma tática no ouvido do Leo. 
Bola em jogo. O Leo dispara e vai ficar plantado bem juntinho da baliza, como pediu o coroa. 
Em dez minutos, o time do coroa já está ganhando de três a zero, três gols do Leo. O esquema funciona bem, mas o jogo é incessante, lá e cá. Agora mesmo, o Dico acaba de fazer o dele: três a um. E o Marcio delira com a reação. 
Nova saída. O coroa arranca pelo meio dos dois, parece um foguete; vai em frente e entrega, mais uma vez, embaixo dos paus para o Leo fazer o quarto gol. 
A essa altura, o coroa já passeia pelo campo, absoluto. Por sua vez, o time adversário já esta literalmente descadeirado. 
- Vai, pereba - berra o Marcio, colérico, para o Dico - Vai nele! Você não disse que o coroa não é de nada? Toma a bola dele, palhaço! 
A dissensão nas hostes inimigas é profunda. O Marcio e o Dico vão acabar saindo na porrada. Pelo menos é o que pressente o coroa, achando, por isso, que o melhor é liquidar logo essa conta. 
Vamos, então, mais que depressa ao quinto e derradeiro gol dessa inesquecível partida. Porque inesquecível, leitor, já, já saberemos. 
O Marcio faz um passe longo para o Dico. O demônio do coroa, como sempre, adivinha a jogada, corta o centro com o peito em pleno ar e, antes que a bola caia no chão, amortece na coxa direita. Da coxa, a bola escorre para o peito do pé e pronto: uma, duas, três... o homem começa uma sucessão de embaixadas; faz nove em plena corrida. Na décima, depõe a bola na linha do gol, bem em cima da linha: 
- Taí, Leo, faz o quinto e acaba logo o jogo. 
- O Marcio, uma fera, vai apanhar a bola e nem volta para dizer até logo. O Dico sai de fininho, mal dá um tchau. O Leo, não, o Leo dá um abraço legal no companheiro de time. 
O coroa senta de novo na arquibancada, tira do bolso a pera, dá uma mordida triunfal e fica ruminando, em silêncio, o bendito fruto de uma bela vitória. 
Os três meninos foram embora sem saber que deram uma certa alegria ao coroa Nilton Santos, também chamado "A Enciclopédia do Futebol".

quarta-feira, 31 de março de 2010

JOÃO PARALVA


João morava perto do rio Paralva.... 
Sempre acordava antes do sol nascer...
Decidia o que  fazer no dia mesmo...

terça-feira, 30 de março de 2010

PAVEL TATARNIKOV


King Pavel Tatarnikov era da oitava geração de nobres cavaleiros. Desde criança tinha aprendido todas as artes relacionadas com um cavalo, como adestrá-lo, como cavalgar, como guerrear.
Chegava o momento do grande desafio.
Uma prova de Vida e Morte !!!
Teria que viajar dois anos pelo mundo 
e retornar os dois vivos !!!



segunda-feira, 29 de março de 2010

MANOEL DE BARROS

" Um dia que outro eu contei para a Mãe que tinha visto um passarinho a mastigar um pedaço de vento."


" Nessa hora já o morro encostava no Sol. "


" De manhã, bem cedo, ele pegava de seu regador e ia regar o rio.
Regava o rio, regava o rio.
Depois ele falava para nós que os peixes também precisam de água para sobreviver. "

quinta-feira, 25 de março de 2010

NATI - EL CONSTRUTOR DE RAMPAS



Era un día de invierno, de esos días que huele a Navidad y el frío empaña los cristales, cuando las narices se ponen coloradas y las manos lilas...
Paseaba por la ciudad un aprendiz de carpintero, digo aprendiz porque nunca se sabe un oficio por completo, que observaba los edificios y sus detalles; las puertas, las ventanas, los tejados... y suspiraba por llegar a ser algún día el mejor de todos los arquitectos de la madera. Pensaba: “algún día haré la puerta de una catedral o quizás las ventanas de un famoso museo”, y así, soñando en las bellezas que haría, llegó a su destino.
Eran tan bonitos los trabajos que realizaba con la madera que un día el rey lo llamó a palacio para hacerle un encargo muy importante. Tenía que construir las escaleras más grandiosas de la historia. Estas escaleras serían el acceso al museo principal de la ciudad:
EL MUSEO DE LOS SUEÑOS POR REALIZAR.

El aprendiz de carpintero se introdujo en el edificio, aún por inaugurar, para verlo pues le llamó mucho la atención el tema del museo. Recorrió salas y salas de sueños por realizar mientras su mente pensaba en las grandiosas escaleras que sólo él habría de construir... le pondría peldaños de ocho centímetros y dibujos de dragones, el tono de la madera sería marrón rojizo o color miel, cuando de repente un sueño por realizar llamó su atención. Era el sueño de un ser diminuto (que no es una persona pequeña) que nunca podía ir al cine, los teatros, museos, hospitales sin ayuda porque no podía subir las escaleras, algo que ocurrió en el pasado se lo impedía y esto hacía que no se sintiera feliz. Nuestro amigo se quedó muy pensativo con este sueño, tanto que estuvo pensando en él toda la noche.

El día de la inauguración el Rey se vistió con sus mejores galas y todo el pueblo estaba allí, impacientes por contemplar las majestuosas escaleras que el Rey había prometido. Pero cual no fue su sorpresa al ver que aquello no eran escaleras sino una enorme y horrorosa RAMPA. -”Que venga inmediatamente a mi presencia el constructor de escaleras”, dijo el Rey.
Cuando el joven carpintero llegó, el Rey, más y más acalorado le preguntó: -”cómo te has atrevido a contradecir mis órdenes...”, y él emocionado le respondió:” Majestad, las escaleras no son importantes, yo he conseguido realizar un sueño”. Pero el Rey, muy enfadado lo mandó expulsar del reino a una lejana isla. Entonces destruyó la enorme rampa y mandó construir unas escaleras.

El Rey estaba muy contento con sus escaleras nuevas y cada año visitaba el museo sin darle importancia a los sueños por realizar. Se divertía subiendo y bajando aquellas escaleras pero cada año le pesaban más y los peldaños se le hacían más y más altos hasta que un día fueron inalcanzables para él y recordó al constructor de rampas que había desterrado. Entonces avisó a sus guardias: “pronto, buscad al constructor de rampas y traedlo a mi presencia”. Cuando los soldados llegaron a la isla descubrieron con sorpresa que aquel lugar inhóspito e inaccesible se había convertido en la ciudad de las rampas y todos sus habitantes tenían acceso a todos los lugares sin ninguna dificultad.
“Constructor de rampas”, -gritaron los soldados-,”el Rey os reclama a su presencia”.
Llegó por fin a la ciudad y el Rey se llenó de alegría al verlo de nuevo, entonces le dijo:”creo que me equivoqué y que los sueños son más importantes que estas estúpidas escaleras. Quiero que, desde ahora en adelante, tú seas el constructor oficial de rampas del reino y que todas las escaleras queden abolidas”.

Todavía quedan en el mundo constructores de escaleras, pero gracias a los constructores de rampas muchos sueños pueden hacerse realidad.

FONTE :

terça-feira, 23 de março de 2010

LE CITTA INVISIBILI

Livro escrito por Italo Calvino(1923-1985), sendo publicado em 1972 pela Einaudi quando tinha 49 anos.


Segundo Harold Bloom em artigo publicado na Folha de São Paulo em 30/08/1998.



" A era da crítica literária contemporânea algum dia vai chegar ao fim; talvez já tenha chegado. Obras de ficção que se ajustam muito facilmente às modalidades atuais da crítica vão acabar passando junto com elas. Nabokov, Borges, Garcia Márquez: esses nomes talvez não sejam uma referência tão imediata para as gerações do futuro quanto para a nossa. Muito de Italo Calvino também está fadado a minguar, mas não "As Cidades Invisíveis", embora alguns aspectos do livro pareçam escritos sob medida para sensibilidades formadas pela semiótica e a estética da recepção.

Assim como boa parte da obra de Kafka, "As Cidades Invisíveis" há de sobreviver aos costumes literários de seus admiradores, porque nos transporta de volta à forma pura do romance --um gênero do maravilhoso, um domínio da especulação. Juntamente com "A Grande Muralha da China", de Kafka, esse livro renova uma literatura que nos é necessária, mas que não merecemos mais, ou da qual não somos mais capazes.

Nós também, como Kublai Khan, não precisamos necessariamente acreditar em tudo o que Marco Polo descreve; mas sofremos, como ele, da sensação do vazio de uma terra crepuscular e temos esperança de identificar o traçado de algum padrão, que nos compense pela série infinita de erros sobre a vida. Sem dúvida, como notou Nietzsche, erros sobre a vida são necessários à vida; e sem dúvida, também, como dizia Emerson, nós exigimos vitória --uma vitória dos sentidos, tanto quanto da alma. Mas erro e triunfo indistintamente induzem ao vazio, uma vacuidade cosmológica que o gnosticismo chama de "kenoma": a terra devastada, ou espaço deserto que se vê em toda a tradição literária do romance.

O Kublai Khan de Calvino é um demiurgo habitante do "kenoma", essa "ruína eternamente sem forma", em que o que se sabe é que "a gangrena da corrupção já se espalhou longe demais para que nosso cetro possa lhe estender uma cura", e que "o triunfo sobre monarcas inimigos fez de nós os herdeiros de sua prolongada desgraça".

As cidades invisíveis vão compondo um pontilhado sobre o "kenoma", mas não são parte dele, e sim faíscas do abismo original, fonte de tudo o que temos de mais antigo e de melhor. Não é no "kenoma" que "o estrangeiro hesitando entre duas mulheres sempre encontra uma terceira", nem lá que se encontram "pêras imperiais, ovas de esturjão, astrolábios, ametistas". Como fagulhas do pneuma, ou sopro da alma, as cidades invisíveis não são psiquês, nem personalidades, a despeito de seus nomes (Berenice, Maurília, Fedora, Zoé etc.). Não representam mulheres, mas ancestrais, ou modelos de mulheres, porque cada uma é, ao mesmo tempo, um conjunto de memórias, desejos e signos."

sexta-feira, 19 de março de 2010

CRISTIAMARA


Cristiamara gostava de brincar com o cabelo.... 
No mar então ela se realizava plenamente...
Quem observava... gostava !

quinta-feira, 18 de março de 2010

KAREN FACHI


Fachi gostava de ler Clarice Lispector....
No momento lia " A Paixão segundo G.H. ".


" Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser - se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele."

quarta-feira, 17 de março de 2010

MYRELLE


Myrelle comprou um vestido lindíssimo...
Agora desfilava para todos os lugares sorrindo ....