Seguidores

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PRISCILA !!!

Priscila vinha de Saturno !!!
Atualmente vivia em Brasilia !!!
Gostava de usar os vestidos...
 do seu planeta !!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O PASSEIO DO ROBERTO !!!



Roberto tinha um carro muito querido !!!
No Domingo...
Passeava bem vagarosamente...
Parece ate que o tempo parava...
Para ele poder aproveitar mais !!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PARTIDAS !!!


As vezes...
a vontade é de viajar...
em busca
de nossos familiares...
Eles partem...
e nos deixam aqui...
sem que possamos entender...
direito o significado
disso tudo !!!
Porem aqui
precisamos permanecer !!!
Somente assim 
os tantos sacrifícios 
que eles fizeram
passam a ter 
um sentido
especial !

A JANELA


Parece que lá dentro
teria um jantar 
no final do Ano !!!
Um familiar faltaria...
Somente o Silencio
conseguiria traduzir
aquele momento !!!

domingo, 7 de novembro de 2010

MARISA LAJOLO (2/2)


Infelizmente, estamos vivendo um desses momentos. 

Como os antigos diziam que quem paga a música escolhe a dança, talvez se acredite hoje ser correto que quem paga o livro escolha a leitura que dele se vai fazer. A situação atual tem sua (triste) caricatura no lobo de Chapeuzinho Vermelho que não é mais abatido pelos caçadores, e pela dona Chica-ca que não mais atira um pau no gato-to. Muda-se o final da história e re-escreve-se a letra da música porque se acredita que leitores e ouvintes sairão dos livros e das canções abatendo lobos e caindo de pau em bichanos. Trata-se de uma idéia pobre, precária e incorreta que além de considerar as crianças como tontas, desconsidera a função simbólica da cultura. Para ficar em um exemplo clássico, a psicanálise e os estudos literários ensinam que a madrasta malvada de contos de fada não desenvolve hostilidade conta a nova mulher do papai, mas – ao contrário- pode ajudar a criança a não se sentir muito culpada nos momentos em que odeia a mamãe, verdadeira ou adotiva... 

Não deixa de ser curioso notar que esta pasteurização pretendida para os livros infantis e juvenis coincide com o lamento geral – de novo, da sala de aula ao Ministério da Educação— pela precariedade da leitura praticada na sociedade brasileira. Mas, como quem tem caneta de assinar cheques e de encaminhar leis tem o poder de veto, ao invés de refletir e discutir, a autoridade veta. E veta porque, no melhor dos casos e muitas vezes com a melhor das intenções, estende suas reações a certos livros a um numeroso e anônimo universo de leitores...

No caso deste veto a “Caçadas de Pedrinho”, Conselheira Relatora Nilma Lino Gomes acolhe denúncia de Antonio Gomes da Costa Neto que entende como manifestação de preconceito e intolerância de maneira mais específica a personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas; (...) aponta menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano , que se repete em vários trechos do livro analisado e exige da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura. 

Independentemente do imenso equívoco em que, de meu ponto de vista, incorrem o denunciante e o CNE que aprova por unanimidade o parecer da relatora, o episódio torna-se assustador pelo que endossa, anuncia e recomenda de patrulhamento da leitura na escola brasileira. A nota exigida transforma livros em produtos de botica, que devem circular acompanhados de bula com instruções de uso. 

O que a nota exigida deve explicar? O que significa esclarecer ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura? A quem deve a editora encomendar a nota explicativa ? Qual seria o conteúdo da nota solicitad? A nota deve fazer uma auto-crítica (autoral, editorial?), assumindo que o livro contém estereótipos? A nota deve informar ao leitor que “Caçadas de Pedrinho” é um livro racista? Quem decidirá se a nota explicativa cumpre efetivamente o esclarecimento exigido pelo MEC? 

As questões poderiam se multiplicar. Mas não vale a pena. O panorama que a multiplicação das questões delineia é por demais sinistro. Como fecho destas melancólicas maltraçadas aponte-se que qualquer nota no sentido solicitado – independente da denominação que venha a receber, do estilo em que seja redigida, e da autoria que assumir - será um desastre. Dará sinal verde para uma literatura autoritariamente auto-amordaçada. E este modelito da mordaça de agora talvez seja mais pernicioso do que a ostensiva queima de livros em praça pública, número medonho mas que de vez em quando entra em cartaz na história desta nossa Pátria amada idolatrada salve salve. E salve-se quem puder... pois desta vez a censura não quer determinar apenas o que se pode ou não se pode ler, mas é mais sutil, determinando como se deve ler o que se lê! 

Marisa Lajolo - Profª Titular (aposentada) da UNICAMP. Profª da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisadora Senior do CNPq. Organizadora, com João Luís Ceccantini do livro de Monteiro Lobato livro a livro (obra infantil), obra que recebeu o Prêmio Jabuti 2010 como melhor livro de não ficção.

sábado, 6 de novembro de 2010

MARISA LAJOLO (1/2)

Quem paga a música escolhe a dança?
Marisa Lajolo 

“Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, está em pauta e é bom que esteja, pois é um livro maravilhoso. Narra as aventuras da turma do sítio de Dona Benta primeiro às voltas com a bicharada da floresta próxima e, depois, com uma comissão do governo encarregada de caçar um rinoceronte fugido de um circo. Nos dois episódios prevalecem o respeito ao leitor, a visão crítica da realidade, o humor fino e inteligente. 

Na primeira narrativa, a da caçada da onça, as armas das crianças são improvisadas e na hora agá não funcionam. É apenas graças à esperteza e inventividade dos meninos que eles conseguem matar a onça e arrastá-la até a casa do sítio. A morte da onça provoca revolta nos bichos da floresta e eles planejam vingança numa assembléia muito divertida: felinos ferozes invadem o sítio e – de novo - é apenas graças à inventividade e esperteza das crianças (particularmente de Emília) que as pessoas escapam de virar comida de onça. 

Na segunda narrativa, a fuga de um rinoceronte de um circo e seu refúgio no sítio de Dona Benta leva para lá a Comissão que o governo encarregou de lidar com a questão. Os moradores do sítio desmascaram a corrupção e o corpo mole da comissão, aliam-se ao animal cioso da liberdade conquistada e espantam seus proprietários. E, batizado Quindim, o rinoceronte fica para sempre incorporado às aventuras dos picapauzinhos. 

Estas histórias constituem o enredo do livro que parecer recente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a partir de denúncia recebida, quer proibir de integrar acervos com os quais programas governamentais compram livros para bibliotecas escolares. O CNE acredita que o livro veicula conteúdo racista e preconceituoso e que os professores não têm competência para lidar com tais questões. Os argumentos que fundamentam as acusações de racismo e preconceito são expressões pelas quais Tia Nastácia é referida no livro, bem como a menção à África como lugar de origem de animais ferozes. 

Sabe-se hoje que diferentes leitores interpretam um mesmo texto de maneiras diferentes. Uns podem morrer de medo de uma cena que outros acham engraçada. Alguns podem sentir-se profundamente tocados por passagens que deixam outros impassíveis. Para ficar num exemplo brasileiro já clássico, uns acham que Capitu (D. Casmurro, Machado de Assis, 1900) traiu mesmo o marido, e outros acham que não traiu, que o adultério foi fruto da mente de Bentinho. Outros ainda acham que Bentinho é que namorou Escobar...!

É um grande avanço nos estudos literários esta noção mais aberta do que se passa na cabeça do leitor quando seus olhos estão num livro. Ela se fundamenta no pressuposto segundo o qual, dependendo da vida que teve e que tem, daquilo em que acredita ou desacredita, da situação na qual lê o que lê, cada um entende uma história de um jeito. Mas essa liberdade do leitor vive sofrendo atropelamentos. De vez em quando, educadores de todas as instâncias – da sala de aula ao Ministério de Educação- manifestam desconfiança da capacidade de os leitores se posicionarem de forma correta face ao que lêem. 

Infelizmente, estamos vivendo um desses momentos. 


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ANNE MANUELLE !!!


Anne tinha um penteado 
bem engraçado ...
Alguns achavam que era 
uma montagem fotográfica !!!
Era apenas uma vontade 
de ser diferente...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FAMILIA !!!


Conheci uma Família 
de Girafas !!!
Foi numa viagem
que fiz para África !!!
Elas são Inesquecíveis !!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

FERIADO


Domingo o
Por do Sol..
coincidindo com a
chegada daquela 
longa Viagem !!!
Segunda- Feira...  
tudo de novo !!!
Mas naquela semana
teria o concurso...
Grande chance de 
escrever algo diferente...
de uma forma interessante...


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

OSCAR WILDE


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. 
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

OS LOBOS DENTRO DE NÓS - KELLEN ALVES

 
 

OS LOBOS DENTRO DE NÓS

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Disse-lhe:
- A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós.

Um é Mau
é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom
é alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: - "Qual é o lobo que vence? "

O velho índio respondeu: - 
"Aquele que você alimenta!"

terça-feira, 26 de outubro de 2010

RUBEM GRILO EM SP


Sábado !!!
Oportunidade de apreciar as Artes !!!
Ocasião para conhecer pessoas interessantes !!!
Sempre são momentos Inesquecíveis !!!
Flávio-Shiró Tanaka !!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

UMBERTO ECO- SOBRE OS INSULARES (2/5)


Numa ilha buscam o paraíso perdido (sem encontra-lo ) os amotinados do Bounty, numa ilha vive o capitão Nemo de Verne, numa ilha jazem tanto o tesouro de Stevenson quanto o do Conde de Monte Cristo, e assim por diante, até chegarmos as ilhas das utopias negativas, desde os monstros do Doutor Moreau ate a ilha do Doutor No, a qual aporta James Bond.
Por que o fascínio das insulas ? Não tanto porque são um lugar como diz a própria palavra, é isolado do resto do mundo. Lugares separados do convívio civil foram encontrados em intermináveis terras firmes por Marco Pólo ou Giovanni Pian Del Carpine. É porque, antes do século XVIII, quando foi possível determinar as longitudes, podia-se achar uma ilha por acaso e, a semelhança de Ulisses, ate fugir dela, mas não havia como reencontra-la. Desde os tempos de São Brandano ( e até Gozzano), uma ilha sempre foi uma Insula Perdita.

domingo, 24 de outubro de 2010

ALBERTO PUCHEU ( PARTE 2/2)

São corpos... São corpos que, em algum momento, 
esquecidos, anônimos, sobem e descem uma rua, 
nada mais. Subindo ou descendo uma rua, 
atestamos então este hiato de desconhecimento 
entre o corpo abandonado e as diversas vidas 
que o tentam colonizar, entre a vida nua 
e as vestimentas vivas que a recobrem, 
entre a vida crua e o que dela pode ser cozido, 
entre a vida aberta e a vida vivida. Atestamos 
a fenda deste hiato, uns emigrantes da distância 
neste hiato de que não podemos nos afastar, 
uns estrangeiros, uns viajantes, uns forasteiros, 
uns gringos, uns bárbaros neste espaço 
que se serve das palavras para falar 
em uma língua estrangeira, uns índios 
neste espaço, nesta picada, nesta clareira, 
uns berberes e o vão do deserto esgarçando 
os berberes, uns esquimós e o vazio da neve 
ampliando os esquimós, uns pescadores 
dispersos pela luz, tragados por este espaço 
diluído entre a areia e os sóis dos Lençóis, 
o espaço em que o explosivo queima 
entre a genitália e a cueca do nigeriano 
no avião. Atestamos este espaço das palavras 
que se servem das palavras para falar. 
Apátridas, não temos por pátria a língua portuguesa 
nem outra nos seria natural. Nascemos 
sem língua, abertos a qualquer jargão 
que em nós quisesse se desdobrar, nascemos 
sem povo, abertos a qualquer bando 
que em nós quisesse se desdobrar, 
nascemos sem lei, uns bandidos, uns canhotos, 
uns lobisomens, uns burros, uns jumentos, 
umas vacas, umas piranhas, uns veados, 
umas éguas, umas antas, uns porcos, 
umas mulas, umas bestas, umas baleias, 
umas cachorras, uns tubarões, uns animais, 
uns bichos, umas bichas, umas feras, 
uns selvagens, uns fora-da-lei 
abandonados a qualquer lei 
que nos pudesse governar, abandonados 
a qualquer lei que tivéssemos de desregrar. 
Sobreviventes, descendemos de uma classe 
de épocas perigosas praticamente esquecidas, 
exilada da cidade dentro da cidade, 
e, mesmo que ser, estar, saudade, cidade, 
floresta, rio, mar, sertão, natureza 
e outras palavras nos digam intimamente respeito, 
navegamos, apátridas, a abertura, o sem, 
o não, o nem, o a- que não nos largam. 
Por mais que não queiram, trazemos conosco 
os espaços vazios a distorcerem as possibilidades 
que cotidianamente se oferecem 
do que nós somos, do que é a água 
do rio, do mar, da cidade, do país, 
do mundo, e, por mais que não queiram, 
nossa saliva é o suor das palavras não-ditas, 
e, por mais que não queiram, 
misturamos o separado, trazemos conosco 
a cidade e a natureza ferina, a poesia 
do dedo que falta na mão do presidente.