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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

SIMONE




É necessário tempo, gesto e muita paciência, para entendermos a importância dos momentos que vivemos. 
Tempo pra sentirmos essencialmente o momento ido. 
Gesto para que possamos ter o momento vivido. 
Paciência para percebermos que tempo e gesto um dia se fundem. 
Então, percebemos todas as lembranças, de uma memória extremamente seletiva. 
Sim, só lembramos o que nos interessa imensamente, 
porque assim nos mantemos vivos além do tempo real, 
pois a lembrança nos remete a uma saudade imanente.
Nesse tempo, desse gesto é que eu me fiz paciente. 
E são essas lembranças que me tornam tão intensa hoje, 
querendo reter as sensações que emanam dos gestos ofertados por todos.
Quero essa eterna sensação de me remeter no tempo, 
compactuando gestos, por vezes dispersos, 
sempre intensos e nem sempre descompromissados, 
que alimentam minha alma de uma intensidade incomensurável.
Que a vida me seja assim: 
paciente e emergente em gestos e tempos.

domingo, 25 de janeiro de 2015

YOU ARE HERE !!!



Hogwarts is divided into four houses, each bearing the last name of its founder: Godric GryffindorSalazar SlytherinRowena Ravenclaw and Helga Hufflepuff. The houses compete throughout the school year, by earning and losing points for various events, for the House Cup (correctly answering a question in class, for example, may earn five or ten points; lateness to class may cost ten points). Each house also has its own Quidditch team that competes for the Quidditch Cup. These two competitions breed rivalries between the houses. Houses at Hogwarts are living and learning communities for their students. Each house is under the authority of one of the Hogwarts staff members. The Heads of the houses, as they are called, are in charge of giving their students important information, dealing with matters of severe punishment, and responding to emergencies in their houses, among other things. Each year, year level groups of every separate house share the same dormitory and classes. The dormitory and common room of a House are, barring rare exceptions, inaccessible to students belonging to other Houses.
In the early day of Hogwarts, the four founders hand-picked students for their Houses. When the founders worried how students would be selected after their deaths, Godric Gryffindor took his hat off and they each added knowledge to it, allowing the Sorting Hat to choose the students by judging each student's qualities and placing them in the most appropriate house. The student's own choices may affect the decision: the clearest example is the Hat telling Harry that he would do well in Slytherin in the first book, but ultimately selecting Gryffindor after Harry asks it not to put him in Slytherin.

http://en.wikipedia.org/wiki/Hogwarts

sábado, 24 de janeiro de 2015

Semana Simone !!!


Escritora tímida ?
Pode ser ...
Poderia ser ...
Poderá ser ...
Que importa ?
Se conseguimos escrever para nós mesmos ...
e tantos sentem 
como se fossemos nós mesmos a escrever ...
Precisa de mais o quê ?
Talvez de um prefácio para um Livro ...
Como uma forma de homenagear a você leitor,
Semana que vem ...
teremos uma Semana Simone!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Arte ...


Maravilha poder apreciar a criatividade ...
Tantas formas de se expressar ...
Uma melhor que a outra !!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

LIVRARIA ...


Visitar uma livraria é 
sempre motivo de Felicidade ..
Procurar um livro ...
Encontrar outro ...
descobrir vários outros ...
e as vezes o melhor :
Conhecer alguém inesquecível !!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O INIMIGO - MONTEIRO LOBATO



O inimigo

Muito se há dito contra a nossa república, mas para sermos justiceiros é mister não lhe neguemos os benefícios que trouxe. E trouxe-os, incontestavelmente. Há o estado de sítio permanente, há a dilapidação permanente, há o desastre da Central permanente, há o déficit permanente, há a seleção às avessas permanente. São erros, e só os erros dão na vista. Os acertos, esses permanecem ignorados. Gozamo-nos dos seus benefícios, esquecidos de exaltá-los e lançá-los num dos pratos da balança onde se pesam os crimes da república.
Entre esses acertos profundamente benéficos está o modo de proceder republicano em relação ao livro.
Como todo o mundo sabe, o livro é o causador de todas as desgraças que derrancam o homem moderno. Antes que Gutenberg inventasse o meio de pôr o livro ao alcance de toda a gente, a vida do homem no mundo era edênica.
Um rei em cima, uma corte em redor, plebe infinita em baixo e o carrasco de permeio. O rei queria, a corte dizia amém, a plebe executava. O carrasco mantinha a ordem da maneira mais eficiente, cortando a cabeça dos díscolos, enforcando-os ou assando-os vivos.
Mas veio o livro e toda esta bela organização desabou. Os homens deram de instruir-se, descreram do direito divino dos reis e dos sagrados privilégios da corte. O papa deixou de ser o dono das consciências e viu sua fogueira depuradora reduzida a tições extintos. O rei teve que submeter-se a delegações chamadas parlamentos e virou rei de baralho. A plebe folgou. Abriu os olhos e convenceu-se de que também era gente.
Isto foi bom para a plebe, porém péssimo para o papa, para o rei e para os valetes. Tivessem eles adivinhando as conseqüências da humilde invenção de Gutenberg e assá-lo-iam numa boa fogueira com todos os seus tipos de pau antes que a peste da cultura, que vai com os livros, se propagasse pelo mundo. Não se mostraram avisados, não acudiram a tempo e a conseqüência foi o que estamos vendo. O livro multiplicou-se e envenenou a humanidade com “a doença que abre os olhos”.
Aqui no Brasil começou essa doença a disseminar-se, como nefasta gripe, em virtude de termos por 50 anos um chefe de estado que sabia ler e era amigo dos livros. Esse mau homem favoreceu a propaganda da peste e acabou vitimado por ela: a república veio como conseqüência da difusão do livro entre nós.
A república, porém, logo que se pilhou instalada, reconheceu o perigo do livro e tratou de sufocá-lo. Como? Onerando de impostos proibitivos a matéria prima do livro, o papel. Quis assim precaver-se, e mui sabiamente, contra a peste que matara a monarquia e podia também pô-la de catrâmbias. E o vai conseguindo. Há quase 40 anos que a república subsiste talvez graças à sábia taxação que mantém asfixiado o gérmen letal. Eis, pois, uma das benemerências da república que valem por contrapeso dos muitos males que nos trouxe.
Essa abençoada guerra ao livro, inteligentemente surda para que não dê na vista do espírito liberal (que é a desgraça dos povos), intensifica-se de ano para ano com muito bons resultados. Criam-se aumentos progressivos de impostos contra a odiosa matéria prima, além de embaraços alfandegários que acabarão desanimando os seus petroleiros importadores. E neste andar chegaremos ao objetívo visado: tornar o livro só acessível aos ricos, gente comodista que não faz revoluções porque para eles tudo vai pelo melhor, no melhor dos mundos possíveis. No dia em que o livro for de vez arredado das mãos da plebe, a vitória republicana estará completa. Fica outra vez o rei em cima (tenha o nome que tiver), os valetes e damas em torno e a plebe em baixo, cavando a terra de sol a sol, sem caraminholas na cabeça, sem pensar em seus irrisórios direitos, reivindicações e outras bobagens.
No momento atual o papel para livro paga de direitos o “dobro do custo”. Já é alguma coisa, pois que já afasta o livro de três partes da população. A experiência, porém, demonstra que se um quarto do país ainda pode ler, continua o perigo. Cumpre ao Estado elevar o imposto ao triplo, e mesmo ao quíntuplo, se a triplicagem for insuficiente. Com um pouco mais de boa vontade lá chegaremos, para felicidade nossa.
Outra medida profilática muito sábia que o governo republicano tomou contra o livro foi a instituição dum protecionismo às avessas, de modo que a “indústria editora nacional não possa concorrer com a portuguesa”. Livro e papel impresso. Se o papel vem de fora em branco para ser impresso aqui paga, como dissemos, o “dobro do custo”; mas se já vem feito da Metrópole goza de “absoluta isenção de direitos”. Este protecionismo, instituído por D. Maria I quando mandou destruir os prelos do Brasil colônia, foi restaurado pelo governo republicano sob o hábil disfarce de favorecer o intercâmbio com a Metrópole, intercâmbio, está claro, que não existe nem pode existir.
Foi um golpe de mestre. A concorrência tornou-se impossível, porque não há concorrência possível quando o protecionismo intervém a favor de uma das partes.
Mas, dirão, tudo é livro, venha da Metrópole ou seja feito aqui na colônia. Logo a república não é de todo infensa ao livro.
Sim, mas os livros que nos vêm da Metrópole são livros estrangeiros, que não estudam as nossas coisas, que não gritam, que não petrolizam, que não esperneiam. Inócuos, portanto. Dum róseo cosmético de Júlio Dantas virá uma dose maior de gravatas ao caixeirinho da esquina — idéia nenhuma; mas dum livro indígena de Oliveira Viana ou José Oiticica podem vir idéias e isso, é o diabo.
Alta sabedoria, portanto, demonstra a colônia em manter a avisada lei de D. Maria I. Dos males o menor. Cosmético perfumado, sim. Idéias, nunca. É de cedo que se torcem os pepinos. Se a França tivesse queimado vivos os Elzevires e outros difundidos da peste gráfica, não andariam hoje as estantes cheias desse nefasto Anatole France, que sorri de Jeová, dos reis e dos valetes. País novo que somos é mister que tudo se faça para que jamais prolifere aqui a raça maldita dos que duvidam. E o meio é esse: taxar inda mais o livro, favorecer inda mais o protecionismo à indústria editora da Metrópole contra a sua rival da colônia.
Diz Antônio Torres que em Minas o povo inda não está convencido de que D. Maria I morreu. Supõe-na ainda no trono, velhinha, mas tesa.
Minas pensa muito bem, e a nossa felicidade está em sermos por ela governados.
Amém.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

SIMONE



Acorda menina. 
Desperta. 
Abra os olhos e enxerga o mundo. 
Veja, exagera, creia no impossível. 
Jogue-se pra ver se a vida te aguenta. 
Sê urgente e breve pra sentir melhor o vento no seu rosto. 
Aprende que nada resiste ao seu contentamento. 
Divida o riso, multiplique os abraços, faça amor com a vida. 
Encante, decepcione, ame desesperada e urgentemente. 
Mas, principalmente, e antes de tudo isso, 
como diz Fernanda Mello: 
se perdoa, pois a vida te merece inteira.”

domingo, 18 de janeiro de 2015

Livros 1/2015



1.
T. S. Eliot
The Ariel Poems
Faber & Faber
London, 2014

2. 
Marie Gaille-Nikodimov
Maquiavel 
Edições 70
Lisboa, 2008

3. 
Moreira Campos Centenário 
Vinte e um contos selecionados
Ilustrações de Descartes Gadelha 
Confraria dos Bibliófilos do Brasil, 2014

4.
José Cândido de Carvalho
100 Contados, Astuciados, Sucedidos e Acontecidos de ...
Confraria dos Bibliófilos do Brasi, 2014

5.
Wladimir Saldanha 
Lume Cardume Chama
7 Letras

6.
Juan Rulfo
Obra Reunida
Cavalo de Ferro
Lisboa, 2011

7. 
Telo Ferreira Canhão 
Textos da Literatura Egípcia do Império Médio
Fundação Calouste Gulbenkian


8.
Shakespeare
Macbeth
con un saggio di Yves Bonnefoy
Oscar Mondadori