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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

CREMONA !!!

By Marco Coiatelli
Cremona ...
Cidade Violino ...
Cidade de Sonhos sem Fim ...

BEATRIZ CASTANHEIRA !!!



Sobre o livro:
ORELHA de CAROLA SAAVEDRA:
Interior de Minas Gerais.
A região tem o seu próprio tempo.
Rílare é a personagem-narradora que alinhava o livro, por ela passam as histórias, a vida e as paisagens.
Filha de empregada doméstica, só vai saber a identidade do pai já adulta: um engenheiro alemão que trabalhou na mineradora local, seu nascimento, fruto de um namoro fortuito. A ausência do pai. Rílare, filha de mãe negra e pai branco, mestiça de raças, culturas e classes sociais, vive entre os mundos. Apadrinhada pela família para a qual a mãe trabalha, pôde frequentar um bom colégio, e depois, ingressar na faculdade de letras. Apesar disso trabalha como faxineira. A mãe a critica, poderia conseguir um emprego melhor, mas algo a mantém presa ao outro lado, algo que faz parte dela, da sua identidade. Faxineira e estudante de letras, Rílare ordena a casa onde trabalha, assim como as histórias que escreve. E ela escreve a história de Otávio.
Otávio é um engenheiro que, após uma temporada em Londres, aceita um cargo no interior de Minas Gerais. E a mudança não é apenas geográfica. Inicia-se para Otávio uma viagem ao passado, à infância, uma viagem interior, nela ressurgem antigos traumas, impossibilidades. E ali, nessa nova/antiga vida, ele se dividirá entre algumas mulheres, entre elas, as irmãs Clara e Silvia. Até que em algum ponto as histórias de Otávio e Rílare se cruzam, se encontram e se modificam.
“Avião de papel” é a bela estreia de Beatriz Castanheira no romance. A autora tem domínio não somente da técnica, mas também do tempo da narrativa. Como num sonho, ou numa insônia, tudo ali se move em ritmo de sombras, em tom onírico. Porém, o mais importante de tudo, Beatriz Castanheira tem voz própria, e coragem para desenvolvê-la sem concessões. Com este romance ela dá o primeiro grande passo na ambígua e misteriosa trajetória que é a literatura.

Sobre a autora:

Beatriz Castanheira nasceu em Conselheiro Lafaiete (Minas Gerais) e formou-se em Comunicação pela PUC-Minas. Trabalha e vive no Rio de Janeiro, onde cursou especialização em Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo e é mestranda em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio.
Tem contos publicados nas antologias “A polêmica vida do amor” e “Sábado na Estação”; no jornal literário Rascunho, e no Suplemento Literário de Minas Gerais. Ganhou o 2º lugar no 3º Prêmio Paulo Britto (categoria prosa).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Eclesiastes, Cap. 3




 1Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
    2Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
    3tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
    4tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
    5tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
    6tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
    7tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
    8tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

William Blake (1757-1827)



Listen to the fool's reproach: it is a Kingly title.

Da' ascolto ai rimproveri del matto; è privilegio da Re.

Ouvir as falas do louco, é um privilégio de Rei.

William Blake (1757-1827)
The Marriage of Heaven and Hell
Circa 1790

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cremona ...

by Marco.

Um intervalo..
para organizar os tempos ...

" ... tempo de buscar e
tempo de perder ..."
(Ec. 3:6)

NELSON CRUZ


Amigos,

um abraço para vocês. Recentemente, a Editora SM lançou o livro Os herdeiros do lobo, de minha autoria. Escrevi e ilustrei uma das tantas histórias que meu avô, João Fernandes, gostava de nos contar. Meu avô veio da Itália para o Brasil como imigrante procurando por Cosme Zanone, um amigo fotógrafo, também imigrante. Cosme enviara para meu avô, na Itália, fotografias de pinturas de um artista chamado Camilo Amarante Lobo, morador da região da Serra da Mantiqueira. Após enviar as fotos Cosme Zanone desaparece misteriosamente. Intrigado com o desaparecimento do amigo e querendo conhecer mais a obra do artista meu avô decide vir para o Brasil como imigrante. Para encontrar o amigo ele tinha como pista o carimbo nas cartas que indicava algumas cidades da região da Serra da Mantiqueira e as fotos das pinturas. Para vocês conhecerem um pouco do livro anexei algumas ilustrações, em baixa resolução, é claro, e uma pintura do artista. Espero que gostem.

Abraços em todos.
Nelson Cruz

domingo, 17 de agosto de 2014

ANTONIO MACHADO TRADUZIDO POR MARIA TERESA PINA

PORTINARI


Cantares (Antonio Machado)

Nunca persegui a glória
nem deixar na memória
dos homens minha canção
eu amo os mundos sutis
leves e gentis,
como bolhas de sabão

Gosto de ver-los pintar-se
de sol e grená, voar
abaixo o céu azul, tremer
subitamente e quebrar-se…

Nunca persegui a glória
Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar

Ao andar se faz caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se há de voltar a pisar

Caminhante não há caminho
senão há marcas no mar…

Faz algum tempo neste lugar
onde hoje os bosques se vestem de espinhos
se ouviu a voz de um poeta gritar
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar”…

Golpe a golpe, verso a verso…
Morreu o poeta longe do lar
cobre-lhe o pó de um país vizinho.
Ao afastar-se lhe viram chorar
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…
Quando o pintassilgo não pode cantar.
Quando o poeta é um peregrino.
Quando de nada nos serve rezar.
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso.
(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)

Cantares


Antonio Machado





Todo pasa y todo queda,



pero lo nuestro es pasar,

pasar haciendo caminos,

caminos sobre el mar.


Nunca persequí la gloria,

ni dejar en la memoria

de los hombres mi canción;

yo amo los mundos sutiles,

ingrávidos y gentiles,

como pompas de jabón.


Me gusta verlos pintarse

de sol y grana, volar

bajo el cielo azul, temblar

súbitamente y quebrarse…

Nunca perseguí la gloria.

Caminante, son tus huellas

el camino y nada más;

caminante, no hay camino,

se hace camino al andar.


Al andar se hace camino

y al volver la vista atrás

se ve la senda que nunca

se ha de volver a pisar.


Caminante no hay camino

sino estelas en la mar…


Hace algún tiempo en ese lugar

donde hoy los bosques se visten de espinos

se oyó la voz de un poeta gritar

“Caminante no hay camino,

se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Murió el poeta lejos del hogar.

Le cubre el polvo de un país vecino.

Al alejarse le vieron llorar.

“Caminante no hay camino,

se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Cuando el jilguero no puede cantar.

Cuando el poeta es un peregrino,

cuando de nada nos sirve rezar.

“Caminante no hay camino,

se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso.

FONTE :  BLOG
http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/cantares-antonio-machado/

sábado, 16 de agosto de 2014

Manuel Bandeira em Francês




Je pars pour Pasargades
Je ne suis pas heureux ici
Là-bas l'existence est une aventure
Qui va si peu à conséquence
Que Jeanne la Folle
Reine d'Espagne et fausse démente
Y devient une parente éloignée
De la belle-fille que je n'ai jamais eue


Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Giacommo !!!




Agora entendo Giacommo ...
A solidão fazia dele um ouvinte ...

Os conhecimentos eram 
o aperitivo de boas amizades ...

E as boas amizades eram 
o início de boas histórias ...
e momentos infinitamente felizes ...

Então assim... 
Giacommo realizava ...
uma Vida Maravilhosa !!!

Manuel Bandeira em Francês !!!




On trouve tout à Pasárgada
C'est une tout autre civilisation
Où l'on connaît un moyen sûr
Pour éviter la conception
Le téléphone automatique
La cocaïne à discrétion
Et pour l'amour
Les ravissantes prostituées

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização 
Tem um processo seguro
De impedir a concepção 
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar