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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Amanhã ...



" Assim como o esperado futuro,

o amanhã não nos pertence.

Do mestre passado,

poderemos ter esquecimentos 

que nos salvarão

ou memórias 

que nos enterrarão."

24 - XI - 2014

Marco Coiatelli

domingo, 23 de novembro de 2014

Apenas Três Semanas ...

 


Apenas Três Semanas 
Separam ele ... dela ...
Raríssimas vezes foi assim ...
e eles sabem disso.


Mesmo demorando...
O dia chega ...
Assim nos ensinam ..
e eles assim acreditam ...

Esperar o Amor Verdadeiro,
vale qualquer sacrifício ...


Se escolhermos o caminho das dúvidas,
jamais encontraremos as certezas ...

Mas eles ainda não escolheram 
nenhum caminho ...

Aprenderam com Antonio Machado :





“Caminante no hay camino,

se hace camino al andar…”


sábado, 22 de novembro de 2014

OLAVO BILAC (1865-1918)



Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto...



E conversamos toda a noite, enquanto 

A via-láctea, como um pálio aberto, 

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, 

Inda as procuro pelo céu deserto.



Direis agora: "Tresloucado amigo! 

Que conversas com elas? Que sentido 

Tem o que dizem, quando estão contigo?"




E eu vos direi: "Amai para entendê-las! 

Pois só quem ama pode ter ouvido 

Capaz de ouvir e de entender estrelas".



http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_autor=99


http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000252.pdf





sexta-feira, 21 de novembro de 2014

LÚCIO CARDOSO (1912-1968)



ABERTURA Nº 1

As portas estão abertas, solenes,
para aqueles que não vieram.
Para os que se perderam nos sonhos
ou os que procuram no desespero.

As portas estão abertas silenciosas,
como as portas das grandes Catedrais.
Elas não esperam por aqueles
que as alcançaram facilmente,

pelos que encontraram numa floresta
o manso regato.
Esses jamais sentirão o valor
das imensas portas abertas.

Elas anseiam pelos que não 
encontraram a direção,
para os quais tudo era
um grande deserto sem veredas.

As portas abrem-se contentes
para os que procuraram
água na terra de pedras,
na terra de pedra e areia, puras.

Para os que procuraram
nas plagas do desespero
a sombra benevolente
da tranquilidade e do sono.

Esses, e somente esses,
os abandonados às margens do caminho,
os desgarrados do imenso rebanho,
os que não viram brilhar

a estrela na noite,
saberão porque estão abertas as portas.
E apenas esses se apegarão a elas
como um surdo a um murmúrio.





quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

MACHADO DE ASSIS






" .... e não basta ver uma mulher 
para a conhecer, 
é preciso ouvi-la também; 
ainda que muitas vezes 
basta ouvi-la 
para a não conhecer jamais. " 

Machado de Assis 


Pág 57,
Capitulo III, 
Ao Som da Valsa
do Romance
Ressureição (1872)

LEDO IVO !!!



La quemazón

Queme todo lo que pueda:
las cartas de amor
las cuentas del teléfono
la lista de ropa sucia
las escrituras y documentos
las deslealtades de los colegas resentidos
la confesión interrumpida
el poema erótico que ratifica la impotencia y anuncia la arterioesclerosis
los recortes antiguos y las fotografías amarillas.
No deje a los herederos famélicos
ninguna herencia de papel.

Sea como los lobos: more en un cubil
y sólo muestre a la canalla de las calles sus dientes afilados.
Viva y muera encerrado como un caracol.
Diga siempre no a la escoria electrónica.

Destruya los poemas inconclusos, los apuntes, las variantes y los fragmentos
que provocan el orgasmo tardío de filólogos y escoliastas.
No deje a los catadores de basura literaria ninguna migaja.
No confíe a nadie su secreto.
La verdad no puede ser dicha.


Traducción de Rodolfo Alonso.


http://www.cosmopoetica.es/invitados/222-ledo-ivo

terça-feira, 18 de novembro de 2014

ALBANO MARTINS



A vida
- essa invenção magnífica
da morte.


pág 44 do livro :
Assim são as Algas
Poesia 1950-2000
Campo das Letras Editora

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

ALBANO MARTINS



Conheci-te de noite: 
por isso te chamo estrela.

Conheci-te de dia: 
por isso te chamo claridade.

Conheci-te em todas as horas: 
por isso te chamo eternidade.



pág 31 do livro:
Assim são as Algas
Poesia 1950-2000
Campo das Letras Editora