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sexta-feira, 29 de julho de 2016

PIET MONDRIAN (1872-1944)


O dia Chega...
e o dia vai embora...
E tal como num 
Cubo de Mondrian...
Não sabemos... 
em que lugar começa 
ou onde termina !!!
Então a solucao 
é continuar...

quinta-feira, 28 de julho de 2016

JORGE DE LIMA




CANTO I

FUNDAÇÃO DA ILHA

6

A proa é que é,
é que é timão
furando em cheio,
furando em vão.

A proa é que é ave,
peixe de velas,
velas e penas,
tudo o que é a nave.

A proa é em si,
em si andada.
Ave poesia,
ela e mais nada.

Soa que soa
fendendo a vaga,
peixe que voa,
ave, voo, som.

Proa sem quilha,
ave em si e proa,
peixe sonoro
que em si reboa.

Peixe veleiro,
que tudo o deixe
ser só o que é:
anterior peixe.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

JORGE DE LIMA




CANTO I

FUNDAÇÃO DA ILHA

6

A proa é que é,
é que é timão
furando em cheio,
furando em vão.

A proa é que é ave,
peixe de velas,
velas e penas,
tudo o que é a nave.

A proa é em si,
em si andada.
Ave poesia,
ela e mais nada.

Soa que soa
fendendo a vaga,
peixe que voa,
ave, voo, som.

Proa sem quilha,
ave em si e proa,
peixe sonoro
que em si reboa.

Peixe veleiro,
que tudo o deixe
ser só o que é:
anterior peixe.

terça-feira, 26 de julho de 2016

INNOCÊNCIO VIÉGAS


Irmão Capilé: o beija-flor, a rosa e a saudade
Por Innocêncio Viégas
Dia 20 de julho do ano da graça de 2016, “Dia do Amigo”.
Telefonei para os mais próximos. Alguns atenderam, outros estavam “ocupados”, e grande parte deles, viajando em férias, me deixaram gravar a voz nas caixas postais dos telefones.
A manhã ainda era fria aqui nas montanhas do Velho Duca e não me animei a ir ao pomar regar as plantas. O galo “Cigano”, com o seu canto roquenho, tentava acordar o sol que, entre a névoa do alvorecer, teimava em não sair dos braços de Morfeu, o deus dos sonhos.
O dia passou no mesmo diapasão de sempre. A noite foi reconfortante e até sonhei com um velho relógio de parede que fora do meu saudoso pai. No sonho o carrilhão marcava meia-noite completa.
No dia seguinte – 21 – o telefone me tira do pomar onde aguava as plantas. Era o Eminente Irmão Robson Gouveia, que me avisava do passamento do Irmão Júlio Capilé. Logo um frio glacial percorreu-me a espinha dorsal, e o pensamento, como em um filme, me levou a ver o Dr. Capilé nas suas horas de candura e em suas palestras e discursos acadêmicos entre os seus pares e queridos Irmãos.
O pioneiro Dr. Capilé foi, sem dúvida, um dos primeiros médicos da cidade em construção. Por suas delicadas mãos nasceram centenas de crianças que viriam a ser os primeiros brasilienses da cidade de J.K.
Nas suas conversas comigo contava-me que inúmeras vezes o acordaram pela madrugada para socorrer uma parturiente que necessitava dos seus serviços. Obstetra que era, ajudou a ver a luz os futuros candanguinhos desta cidade monumento.
Capilé foi um mestre na Sublime Ordem, na Academia Maçônica e também nas letras. Escrevia constantemente suas crônicas para o jornal “O Progresso”, da cidade de Dourados – MS, nelas, era médico e pajé ao mesmo tempo, pois assim como falava cientificamente das doenças, ensinava remédios feitos com ervas e raízes. Romântico, vez por outra nos brindava com o seu lado poético. Em uma de suas crônicas lembrou sua professora em Ponta Porã: “Dona Jovelina Gomes era mansa como uma pomba e suave como a brisa da primavera”.
No prefácio – Proêmio – de um dos seus livros, o “Antigamente era assim”, escrevi: “Este homem que nasceu na roça, que arrancava o “mate” com as mãos, hoje, do alto dos seus quase 100 anos, escreve suas lembranças ao dedilhar um computador com a mesma perícia com que domava um burro xucro, fazendo inveja aos meninos de hoje que só conhecem como diversão os shoppings centers e a Internet”. Nesse livro ele seguia contando as suas histórias e falando das coisas de antigamente, de tantas saudades.
O grande Cícero nos disse: “quando morre um velho, se incendeia uma biblioteca”. Dr. Júlio era possuidor de uma cultura religiosa e secular que variava do barroco ao clássico. Sendo um dos expoentes da Comunhão Espírita de Brasília, levava sua palavra meiga e aliviava o sofrimento dos Irmãos que o procuravam.
Pai de família exemplar. Com sua alma gêmea, nossa cunhada Laís, com quem viveu por mais de 50 anos, teve duas filhas – Betânia e Betsáida – que lhes deram netos e genros. Capilé era um eterno enamorado, pois durante todo o tempo de sua convivência com Laís, oferecia-lhe diariamente uma linda flor, querendo assim perfumar o amor que nutria por ela.
A vida tem seus caprichos. Aquele que passou grande parte de sua existência ajudando crianças a chegarem ao mundo, parte agora para a sua última viagem em direção ao Oriente Eterno, depois de cumprir sua nobre missão.
A grande Mansão Celestial engalana-se para receber o Irmão Capilé. Seus amigos e Irmãos preparam-lhe uma grande recepção e receberão de suas mãos a flor que ele costumava colher todos os dias.
A manhã continua fria e nebulosa. Lá no jardim, um beija-flor solitário se encarrega de colher o néctar de todas as flores, deixando intocada apenas uma, é a que representa o seu eterno amor por Laís.
O Irmão Capilé é aquele beija-flor que voa serenamente para a vida espiritual, deixando conosco a imortal rosa da saudade.

Consumatum est.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Felicidade ...


Em algum momento em nossas Vidas ...

Aparecerá alguém que nos fará felizes ...

E não pouco ...

Porque a Felicidade tem que ser muita .... 

Tanto a recebida quanto a oferecida !

Aqui não cabe economias !

Se alguém pensa em economizar...

É melhor não ofertar !!!

Construir Felicidade é ser generoso.

Se não quer dar, não tire !

Simples assim 

Marco Coiatelli
24 VII 2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016

LÊDO IVO III


Como Saturno, las revoluciones suelen devorar a sus hijos. Pero por suerte dejan en paz a los sobrinos.
*
Un gran escritor no necesita ser muy inteligente ni muy culto. Sin embargo, inteligencia y cultura son atributos indispensables de los escritores menores.
*
Todo Poder es ilegítimo, incluso el legítimo.
*
Hay un cierto tipo de crítica que, por su altísimo tenor creativo, sólo puede ser practicada por los poetas, de tal modo funde la valoración estética con la observación vital. De ello es ejemplo esta línea de Laforgue sobre la poesía de Tristan Corbière: “strident comme le cri des mouettes et comme elles jamais las”.
Ninguna crítica profesoral o científica se atrevería a tanto, en clarividencia y acierto. Son sólo unas cuantas palabras, pero iluminan una obra entera.
*
Como poeta, quiero que se escuche también mi silencio, y no sólo mis palabras.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

O dia se aproxima ...


Todos temos um dia de sorte ou azar ...
Ninguém nos avisa !
Se será o da sorte ou não ...
As vezes descobrimos na hora mesmo,
as vezes constatamos somente ...
muito tempo depois ...
Portanto, sugestão :
Nem pense se é sorte ou azar...
Apenas viva o momento...
Da melhor maneira possível ...