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sexta-feira, 29 de abril de 2016

NAIANA CARAPEBA




Reflexões sobre o tempo
 
 Houve um tempo em que éramos uma promessa de futuro
 Mas o futuro já não dista,
 Não resta esperando, no lado direito da flecha do tempo...
 Acabou o planejamento:
 
 O futuro aconteceu. Ontem.
 Em algum momento, deixamos de planejar para realizar nossas vidas.

 Quando eu crescer, eu quero me casar.
 Quando eu crescer, eu quero ser bombeiro. Dentista. Astronauta.

 Quando eu crescer, eu quero ser aposentada.
 E eu, eu quero ser grande, igual ao meu pai.
 
 Somos a realização de nossos sonhos?
 Somos a promessa que se concretizou?
 A vida não é mais palco de imaginação -
 Ela acontece. Pulsa. Vibra.
 Em cada manhã, em nossas rotinas diárias, 

 em nossas batalhas intermináveis. 
 E, assim, urge descobrir, urge constatar
 Se as nossas causas são justas
 Se nossas bandeiras são fraternas
 Se nossas promessas não se perderam, 

 vãs, na curva do tempo que já passou. 
 Feliz Ano Novo, de novo.
 
 
 Naiana Carapeba
 15 de dezembro de 2010




quinta-feira, 28 de abril de 2016

MAGALI



Quando tirei essa foto, foi impossível não me relembrar das palavras do Mestre Fernando Pessoa 🌟
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: .
"Navegar é preciso; viver não é preciso."
(*) Quero para mim o espirito desta frase, transformada
A forma para a casar com o que eu sou: Viver não
É necessario; o que é necessario é criar. 
Nao conto gozar a minha vida; nem em goza-la penso.
Só quero torna-la grande, ainda que para isso
Tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torna-la de toda a humanidade; ainda que para isso
Tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho
Na essencia animica do meu sangue o propósito
Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
Para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça." .
Fernando Pessoa
--/////
. (*) Nota de Soares Feitosa: "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu. Nota de Soarez Feitosa: "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latin, frase de Pompeyo, general romano, 106-48 A.C., dicha a los marineros, amedrentados, que recusaban viajar durante la guerra, cf. Plutarco, en Vida de Pompeyo. ©2003-08-14 by Sebastián Santisi, all rights reserved.
Revision: 15/12/2005.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

AUGUSTO DOS ANJOS


Versos Íntimos
Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

terça-feira, 26 de abril de 2016

AL HELD



Que Maravilha !!!!
Poder brincar com as cores, com as formas...
Criação do Pintor, recriação do expectador...
Talvez seja uma recreação para todos...
Afinal a Arte pode ser diversão ?

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Julie elsket å lage papirballonger - NORUEGUÊS - TRADUÇÃO FRANCIS AUBERT




Julie elsket å lage papirballonger. Hun hadde noen digre, store som fly, og andre som var bittesmå, på størrelsen av en lillefinger. Det hendte hun fant opp farger for ballongene sine: Lykkeblå, Sjenertgul og Mageverkfiolett. Og hver natt når hun skulle sove drømte hun om at hun skulle få kunne snakke med ballongene.
En fullmånedsnatt dukket opp lillefingerballongen og spurte: – Julie, hvorfor er det du vil så gjerne snakke med ballongene? Hun kunne ikke tro at lillefingerballongen var der og snakket med henne. Hun ble så forskrekket at hun våknet.
Neste dag begynte hun å se annerledes på ballongene. Kanskje de smilte? Mon tro de gråt? Sov de? Drømte de, kanskje? Den natten, da månen kom til syne, var Julie allerede sovnet, men lillefingerballongen kom fram og sa: — God natt, Julie! Hvordan står det til med deg?
Denne gangen ble hun ikke forskrekket. Hun ble så årvåken at hun klarte ikke å snakke. Hun fant ut at ballongene likte å leke og drømte om å reise.
Neste dag klarte ikke Julie å lage ballonger. Hun gikk og grublet og tenkte: «Hva om de blir kastet i søppelet?» Så bestemte hun å spørre hva folk gjorde med ballonger. — Jeg kjøper dem til Sankt Hans! – svarte en glad mor. — Jeg kjøper dem fordi min gutt er så glad i dem! – svarte en smilende far. — Jeg kjøper dem fordi de er så billige! – skrek en rotete tante.
Julie gikk og la seg med, og lurte på en ting: «Hvordan er det å bli laget med så mye omhu og deretter dra av sted uten å vite hva som vil hende?»
Den natten, kan du gjette hvem som dukke topp? Akkurat! Det var selveste lillefingerballongen, som nærmet seg og sa: — Julie, vi blir til at et stykke papir, og vi kunne likegodt ha blitt til et ark for å tegne og sette i en skuff, eller for å skrible og kaste.
— Men er dere lykkelige av å leve på denne måten? – spurte Julie. — Vi er meget lykkelige over livets overraskelser, og før vi blir borte er leken vår å gjøre andre lykkelige.
Og hva føler dere når folk slipper ballonger opp i lufta? — Når tiden til å reise nærmer seg, begynner vår drøm å bli til virkelighet. Vi beholder i hjertets erindring bildet av den som slapp oss ut og vi drar av gårde.
Julie våknet så imponert over disse ordene at hun brukte hele neste dag til å lage flere og flere ballonger. Meget forsiktig slapp hun i lufta lillefingerballongen, og hver natt stirrer hun opp mot himmelen og tenker på hans ferd.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

BRAULIO TAVARES

Foto Marco Coiatelli


O CASO DOS DEZ NEGRINHOS
(Romance Policial Brasileiro)


Dez negrinhos numa cela
e um deles já não se move.
Fugiram de manhã cedo,
mas eram nove.


Nove negrinhos fugindo
e um deles afoito,
dançou: cruzou com uma bala....
Correram oito.


Oito negrinhos trabalham
de revólver e canivete;
roupa cáqui vem chegando
fugiram sete.


Sete negrinhos passando
pela rua de vocês;
alguém chamou a polícia,
correram seis.


Seis negrinhos dão o balanço:
bolsa, anel, relógio, brinco....
Houve um erro na partilha,
sobraram cinco.


Cinco negrinhos de olho
na saída do teatro.
Um vacilou, deu bobeira...
Correram quatro.


Quatro negrinhos trombando,
todos quatro de uma vez.
Um deles a gente agarra,
mas fogem três.


Três negrinhos que batalham
feijão, farinha e arroz.
Um se deu mal ; a comida
dava pra dois.


Dois negrinhos se embebedam
de brahma, cachaça e rum.
Discussão, briga, navalha...
e fica um.


E um negrinho vem surgindo
no meio da multidão.
Por trás desse derradeiro...
vem um milhão.


O HOMEM ARTIFICIAL, pp.60-61

quinta-feira, 21 de abril de 2016

CARTA DA BEATRIZ !!!


Uma Felicidade sem tamanho …
É poder receber essa carta maravilhosa …
Que a Beatriz me escreveu !!!
O Mundo pode parar …
Muito Obrigado Beatriz !!!


quarta-feira, 20 de abril de 2016

LÊDO IVO



"Quem paga a festa deslumbrante não é o dono do palácio, mas as criaturas aturdidas que, atrás dos cordões de isolamento, assistem à chegada dos convidados. 
No mundo em que vivemos, são os que nada têm que sustentam os poderosos."


Confissões de um Poeta
Lêdo Ivo
1979.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Goethe

Gonçalo Ivo


VERSUS MEMORIALES

Invocavit a gran voce chiamiamo,
Reminiscere oh trovassi marito !
Gli Oculi girano di qua e di là;
Laetare non troppo di ciò che accadrà.
Judica noi non così severamente!
Palmarum cospargiamo la gente.
Delle uova di Pasqua sono contenti 
Molti Quasi modo geniti.
Misericordia sa tutti è necessaria,
Jubilate è circostanza rara;
Cantate e l'animo è contento,
Rogate non serve poi a molto.
Exaudi noi a questo punto,
Spiritus, tu che arrivi per ultimo.

Pagina 879
Poesie Epigramatiche
Traduzione di Maria Teresa Giannelli