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quinta-feira, 22 de junho de 2017

MC

 


" Não sei fazer muitas coisas, 


apenas ler ...


E tentar escrever melhor ... "


Marco Coiatelli 

22-VI-2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

La Pietá




LA PIETÁ






3.





La luce che ci punge


E' un filo sempre più sottile.

Più non abbagli tu, se non uccidi?
Dammi questa gioia suprema.



4.

L'uomo, monotono universo,
Crede allargarsi i beni
E dalle sue mani febbrili
Non escono senza fine che limiti.

Attaccato sul vuoto
Al suo filo di ragno,
Non teme e non seduce
Se non il proprio grido.

Ripara il logorio alzando tombe,
E per pensarti, Eterno,
Non ha che le bestemmie.


1928

quarta-feira, 14 de junho de 2017

VIAJANTE OU PEREGRINO ?


Photo by Marco Coiatelli


Se perder ...
e se achar ...
Assim vamos caminhando...

Harmonizar ...
Cérebro com Coração ...

Descobrir a quantidade de Amor ...
A ser dado, doado..
Sem ser doído...
e nem doido !!!

Afinal... 

Onde termina a estrada ?

Não termina...

Nós que terminamos ?

Nem todos...
Uns continuam por si...
Alguns continuam por nós ...
Outros se descontinuam...


Afinal, somos ...
Viajantes ou Peregrinos ?


Uma entre tantas respostas ...

Começamos como Viajantes ...
Terminamos como Peregrinos ...

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Cegonha Chegando...



Como nos velhos tempos ...

As cegonhas partem sem avisar ...

Chegam quando querem... 


 e trazem muita Felicidade !!!


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dinastia Han (206 a.C - 220 d.C.)


" Oferecer-lhes .... roupas elegantes e carruagens para corromper os seus olhos ;

Oferecer-lhes comida requintada para corromper para corromper a sua boca;

Oferecer-lhes música e mulheres para corromper os seus ouvidos;

Providenciar-lhes instalações espaçosas, celeiros e escravos para lhes corromper os estômagos ...e, àqueles que vierem render-se, o imperador (deverá ) demonstrar-lhes favor honrando-os com uma recepção imperial festiva durante a qual o imperador lhes servirá pessoalmente vinho e comida para corromper as suas mentes.

Pensamento de um Ministro da Dinastia Han (206 a.C - 220 d.C.)


Fonte :
Na pág 250 do livro
Henry Kissinger
A Ordem Mundial
Editora Dom Quixote 
Lisboa 2014

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Books 3/2017




24.
Zygmunt Bauman
Meglio Essere Felici
Prefazione di Massimo Arcangeli
Traduzione di Cristina Guarnieri
Castelvecchi Editore

25.
Byung-Chul Han
La società della stanchezza
Traduzione di Federica Buongiorno
Nottetempo Editore

26.
Dario Fo
Omaggio a Marc Chagall
Brescia - Museo di Santa Giulia
Giunti 

27.
Luís Vaz de Camões 
Lusíadas 
Editorial Espasa Calpe &
Editorial Almuzara 

28.
Zygmunt Bauman & Thomas Leoncini
Nati Liquidi
Sperling & Kupfer Editori

29.
Zygmunt Bauman
Capitalismo Parassitario
Editori Laterza

30.
Carl Schmitt
Sul Leviatano
Introduzione di Carlo Galli
Il Mulino Editore 

31.
Marc Chagall
Anni Russi 1907-1924
Brescia, Museo di Santa Giulia
Giunti Editore 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

GIOVANA FARENZENA !!!






PAMPA AMADO

TEU OLHAR RARO,
MEU INCÓGNITO SER
ÁS VEZES CASTANHO CLARO
MAS NO CAMPO VERDE A VER

O VERDE DO TEU GRAMADO
FAZ POR TEUS OLHOS PARECER
O MELHOR CENTRO AMADO
E POR TUDO COMPREENDER

DE UM DIA FEITO NEBLINA
DE UMA NOITE A PERECER
O SOL MINHA VIDA ILUMINA
E FAZ UM NOVO  AMANHECER

NÃO TARDA SE FEZ O RARO
COM MEU FARO PERCEBER
UM SER CARO  E NÃO PARO
DE PENSAR TE CONHECER

E NESTE OLHAR ME SARO
NÃO VOU MAIS ENLOUQUECER!
QUERO TEU CAMPO AMPARO
O MEU FLORIR VIR A SER

ESTÂNCIAS DE VIDAS
ESSÊNCIAS DE ALMAS
VIVIDAS SENTIDAS
TUAS ÁGUAS ME ACALMAM

NO TEU PAMPA  DE OLHAR EU VEJO
QUE JÁ ÉS MUITO IMPORTANTE
MEU AMADO MEU AMANTE
MINHA LUZ, DORAVANTE...
MEU GIGANTE DESEJO....
                        TE ALMEJO!!!
                                  

segunda-feira, 15 de maio de 2017

GIOVANA FARENZENA !!!





CHORO

CHORO POR TODOS OS MOMENTOS VIVIDOS
PELOS NÃO VIVIDOS
PELOS SEM SENTIDOS
PELOS CONSENTIDOS

CHORO POR TUDO O QUE PODERIA SER E NÃO FOI
PELO QUE VIRIA A SER E  DESFEZ
PELA PERDA DE NÃO TE TER
PELA DOR DE SABER
QUE O TEMPO DE HOJE SE FOI

CHORO AO SABER QUE O AMANHÃ NÃO EXISTE
E QUE ESTE AMOR NÃO RESISTE
NO PASSADO, JÁ VISTE
NO HOJE, APENAS POR MIM PERSISTE

CHORO PELO SENTIMENTO QUE SE PERDEU
TANTO TEU QUANTO MEU
PELOS ATOS NÃO FEITOS
PELAS PALAVRAS NÃO DITAS
PELAS ATITUDES DESFEITAS
PELA SEPARAÇÃO MALDITA
QUE DILACERA NOSSOS PEITOS

CHORO PELAS MUSICAS OUVIDAS
ESCRITAS POR OUTROS, MAS CANTADAS EM NÓS
CHORO POR DUAS ALMAS QUE SE PERDERAM
QUE PELO MEDO SE RENDERAM
E NOS DEIXARAM SÓS

CHORO POR TI
CHORO POR MIM
CHORO EM TI
CHORO QUE NÃO TEM FIM.....
                        

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Shakespeare


He is no woodman that doth bend his bow
To strike a poor unreasonable doe.

Non c'è un cacciatore leale che tenda il suo arco
per colpire una povera cerva se non è stagione.


Lucrece / Lucrezia
Verses 580, 581.


terça-feira, 9 de maio de 2017

Zygmunt Bauman (1925-2017)


" Comprare con i soldi che non si sono guadagnati cose di cui non abbiamo bisogno per fare una buona impressione - che non durerà - a persone di cui non ci importa nulla. Questa, più o meno, è la logica del nostro tempo. "

Zygmunt Bauman (1925-2017)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O NOSSO DUALISMO - MONTEIRO LOBATO



O nosso Dualismo

O futurismo apareceu em São Paulo como o fruto da displicência dum rapaz rico e arejado de cérebro: Oswald de Andrade. Turista integral, alternando estadias em Paris com estadias em Ribeirão Preto, leituras de Marinetti e outros com leituras d’“O Democrata”, de Pilão Arcado, visões de mármores de Mestrovich com santos de olho arregalado feitos na Bahia, apachismos elegantes de boulevard com o mumismo urbano de Marianas e Diamantinas — sentiu melhor do que ninguém a nossa cristalização mental e empreendeu combatê-la.
Mas combatê-la como? O velho processo do riso, da sátira, do sarcasmo sempre se revelou inútil entre nós. Dá resultados nos países de cultura disseminada, onde um riso como o de Voltaire se propaga em ondas hilariantes dum extremo do país ao outro. Aqui morre nos lábios de quem o arrepanha, porque a incultura não ondula coisa nenhuma.
Mas Oswald, psicólogo de fartos recursos, teve uma idéia genial: recorrer ao processo da atrapalhação.
— Esta gente, refletiu ele, está a jogar uma partida de xadrez que não tem fim; sempre as mesmas pedras, sempre as mesmas regras, sempre as mesmas saídas de peão do rei; sempre os mesmos xeques de rainha e torre. O riso, a piada de quem lhes sapeia o jogo de nada vale: não ligam, estão absortos demais. O recurso é um só, meter as mãos no tabuleiro e mexer as pedras como quem mexe angu.
E se justificava o angu com teorias metafísicas, transcendentalíssimas, tais teorias não passavam duma peninha (o futurismo), cujo fim era atrapalhar inda mais.
Sabem o caso da peninha?
Um sujeito propôs a outro esta adivinhação: “Qual é o bicho que tem quatro pernas, come ratos, mia, passeia pelos telhados e tem uma peninha na ponta da cauda?”
Está claro que ninguém adivinhou.
— Pois é o gato, explicou ele.
— Gato com peninha na cauda?
— Sim. A peninha está aí só para atrapalhar.
As teorias estéticas dos futuristas são esta peninha...
Assim pensou e assim fez Oswald. E os enxadristas, com grande indignação, tiveram de interromper a partida interminável. Xadrez exige calma, repouso, ordem, regra, sistema, boa educação, e do mexer do angu nascera a desordem, a molecagem, o barulho, a extravagância.
O rei passou para o lugar do peão, a rainha deu de pular como o cavalo, o cavalo a ter movimentos de bispo e no fim de tudo quem levava o xeque-mate era quem saía ganhando.
“A besta de Homero.... A cavalgadura do Shakespeare... O cretinismo do Anatole...”
Inversão, ou melhor, atrapalhação, angu completo dos valores assentes. Dos valores e das regras. A gramática, a boa ordem, a justa medida, a clareza — pilhérias! Por que é que o pronome reflexo não há de abrir períodos? E zás: “Me parece que...” E o “você” expeliu o “tu”, e a velha asneira, que andava no refugo porque só os asnos a manuseavam, foi reabilitada, vestida à moderna e veio à tona de livros e jornais, toda garrida, provando mais uma vez que tudo vai da apresentação, e que um urubu preparado por Vatel pode saber melhor ao paladar do que uma perdiz assada pelas nossas cozinheiras do trivial.
S. Paulo é um meio muito rico de vitaminas mentais e só lá era possível que o gesto de Oswald criasse escola. Assim é que brotou do Bom Retiro, Brás, Bexiga e adjacências uma legião de asseclas. Como sempre acontece, poucos dos legionários compreenderam o alcance da “batalha de Ernani” oswaldina, puro “meio” para a consecussão de um “fim”. E esses bravos guerreiros de 18 anos, e menos, com raríssimas exceções adotaram o meio como fim. Atrapalhar, para Oswald, era o meio de conseguir descristalizar a mentalidade. Só. Mais nada. Ela depois que criasse o que lhe aprouvesse, livremente, sem nenhum dogma, nenhum quadro, nenhuma autoridade que a constrangesse. Não foi outro o objetivo de Oswald, embora ele próprio no calor da luta se iludisse e tentasse construir, esquecido de que as duas funções, a destrutiva e a construtiva, jamais cabem juntas a um mesmo homem. Oswald revelava-se aquele fecundo Nietszche do “Vademecum? Vadetecum!” Queres seguir-me? Segue-te!
Em vez disso a plêiade futurista, coesa no bloco do Quebra-Vidraças, deu de seguir Oswald, atrapalhando também, mas errada. Errava adotando a atrapalhação como fim supremo, objetivo de todas as manifestações artísticas modernas, e não como simples meio, único eficaz numa terra onde o riso de Voltaire, em vez de matar, engorda.
Por instinto, Oswald sempre repeliu os sectários e sempre refugiu de transformar sua colher de mexer, hoje colher de pau-brasil, em paradigma, em maracá sagrado. E passa a vida a criar cismas dentro do grupo, a dividi-lo, a renegar sumos pontífices, a expulsar adesistas — a impedir, enfim, que o chamado futurismo se cristalize em escola e passe a ser fim em vez de simples meio de combate.
Esta brincadeira de crianças inteligentes, que outra coisa não é tal movimento, vai desempenhar uma função séria em nossas letras. Vai forçar-nos a uma atenta revisão de valores e apressar o abandono de duas coisas a que andamos aferrados: o espírito da literatura francesa e a língua portuguesa de Portugal. Valerá por um 89 duplo — ou por um 7 de setembro. Nestas duas datas está exemplificado o modo de falar da escola antiga, francesa, e da nascente nacionalista.
Por que é estranho isto de permanecermos tão franceses pela arte e pensamento e tão portugueses pela língua, nós os escritores, nós os arquitetos da literatura, quando a tarefa do escritor de um determinado país é construir um monumento que reflita as coisas e a mentalidade desse país por meio da língua falada nesse país.
Formamos, os escritores, uma elite inteiramente divorciada da terra, pelo gosto literário, pelas idéias e pela língua. Somos um grupo de franceses que escrevemos em português — absolutamente alheios, portanto, a uma terra da América que não pensa em francês, nem fala português.
A eterna queixa dos nossos autores, de que não são lidos, vem disso — dessa anomalia de que não se apercebem. O público não os lê porque não lhes entende nem as idéias, nem a língua. Têm eles que se contentar com um escol muito reduzido de leitores também educados à francesa, os quais em regra preferem ir logo às fontes, aos franceses de lá, aos Anatoles e Verlaines.
Este dualismo de mentalidade e língua tem de cessar um dia. Os gramáticos hão de se convencer afinal de que a língua portuguesa variou entre nós, como acontece todas as vezes que um idioma muda de continente. Como o mesmo latim variou em França dando o francês, em Portugal dando o português, em Espanha dando o espanhol. E que continuará a variar, a distanciar-se mais e mais da língua mãe, até que um dia fique em face dela como está ela hoje em face do latim de Cícero. Seria fato virgem no mundo persistir imutável, apesar da mudança de continente, o instrumento língua — que é eólio e varia até quando muda para um país fronteiriço.
Em casos tais, freqüentes na história, a regra é a língua velha ir ficando cada vez mais confinada entre os eruditos, enquanto a nova se expande no povo. Por fim vence o povo, que é o número e a força. Nos países europeus de base latina o latim resistiu quanto pôde, escorado pelos sábios e eruditos, desprezadores da “corrupção” popular. Dia houve, porém, em que toda a resistência foi inútil e d’alto abaixo a língua se tornou una, pela vitória popular.
Entre nós estamos inda longe de tempo em que o português será língua apenas de um ou outro abencerragem feroz e não lido, mas tudo caminha para isso. O dissídio já está patente. O povo fala brasileiro e os próprios escritores que escrevem em português, não o falam em família. Em casa, de pijama, só se dirigem à esposa, aos filhos e aos criados em língua da terra, brasileiríssima.
Contou-me Bastos Tigre que a Rui Barbosa ouviu dizer de um autor numa livraria:
— Já conheço ele.
E ai de quem não falar assim no trato comezinho da vida! Não só ganha fama de pedante, de “difícel”, como não é bem entendido. Sobretudo ao telefone. Dada a necessidade de extrema clareza, ninguém ao telefone fala em português, se quer evitar complicações.
Bastos quis um dia falar, depressa, depressa, caso urgente, e esqueceu-se de que estava no Brasil.
— Alô! Se o excelentíssimo X está, obséquio, e grande, far-me-á o atendente, chamando-m’o.
Ninguém pescou. Bastos insiste. Nada. Berra. Nada. Por fim manda às favas frei Luiz de Souza e diz:
— O sêo Coisada tá aí? Quedele ele, então? Me chame ele já, sim, meu bem?
O Coisada acode pressuroso e Bastos jura nunca mais falar ao telefone em língua de escrever.
Já temos dois grandes escritores que escrevem na língua da terra, em mangas de camisa, e pensam de chapéu de palha com idéias da terra: Cornélio Pires e Catulo.
A elite franco-portuguesa ilha-os com o mesmo desprezo que tinham os faladores de latim em França e Itália para com os Dantes e Ronsards latinófobos.
Em 1559, um Thomaz Sebillet publicou uma coisa com este titulo: “Défense et Illustration de la Langue Française”, onde havia este pedaço: “Nossa língua não deve ser desprezada, même de ceux auquels elle est propre et naturelle, et qui en rien ne sont moindres que les Grecs et les Romains.”
Entende-se mal e mal o que o homem queria dizer, mas deduz-se que o francês nascente era “desprezado” pela elite latinizante.
O mesmo se dá entre nós. A língua de Cornélio e Catulo só merece sorrisos — e é no entanto a que vai vencer! Já a falamos e acabaremos, cansados de resistir, por escrever como falamos. Só então a literatura será entre nós uma coisa séria, voz da terra articulada e grafada na língua das gentes que a povoam.
A resultante da campanha futurista vai tender para apressar este “processus” de unificação. Mas não o realizará. Não é isso obra de um homem, nem de um grupo. É obra do tempo.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

BOOKS 2/2017



13.
João Cabral de Melo Neto
Morte e Vida Severina 
Edição 60 anos
Alfaguara 

14.
Murilo Rubião
O Edifício 
Ilustrações Nelson Cruz
Editora Positivo 

15.
Ulrich Beck
A Europa Alemã 
Edições 70

16.
Albert Einstein
Leggendo Lucrezio 
A cura di Gherardo Ugolini
Editrice La Scuola di Pitagora 

17.
Montaigne
Essayos
Ilustraciones Salvador Dali 
Planeta Editora 

18.
Leonardo Mota
Brutalidade
&
Conto em Xilogravuras de 
José Lourenço
Confraria dos Bibliófilos de Brasília  

19.
Shakespeare
Venus and Adonis
Venere e Adone
Mondadori Libri 

20.
Shakespeare
A Lover's Complaint
Il lamento di un'innamorata
Mondadori Libri

21.
Shakespeare
The Phoenix and Turtle
La Fenice e la Tortora
Mondadori Libri 

22.
Shakespeare
Lucrece
Lucrezia 
Mondadori Libri 

23.
Zygmunt Bauman
Stranieri alle Porte
Edizioni Laterza