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sexta-feira, 25 de maio de 2012

50 MIL VISITAS


GIORGIO DE CHIRICO (1888-1978)

200 SEGUIDORES !!!
MAIS DE 1111 POSTAGENS !!!
50 MIL VISITAS !!!

FELICIDADE SEM FIM !!!
AFINAL LEMBRANDO
QUE TUDO COMECA
COM O PRIMEIRO PASSO...
E MAIS AINDA...
QUE ANTES DE CAMINHAR...
ENGATINHAMOS...
AS VEZES ESQUECEMOS
DESSE PEQUENO DETALHE...
SINTO-ME COMO SE TIVESSE
DANDO OS PRIMEIROS PASSOS !!!
MAIS UMA VEZ :
OBRIGADO A TODOS !!!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

FLORBELA ESPANCA (1894-1930)




Para Quê?!Tudo é vaidade neste mundo vão ... 
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada! 
E mal desponta em nós a madrugada, 
Vem logo a noite encher o coração! 

Até o amor nos mente, essa canção 
Que o nosso peito ri à gargalhada, 
Flor que é nascida e logo desfolhada, 
Pétalas que se pisam pelo chão! ... 

Beijos de amor! Pra quê?! ... Tristes vaidades! 
Sonhos que logo são realidades, 
Que nos deixam a alma como morta! 

Só neles acredita quem é louca! 
Beijos de amor que vão de boca em boca, 
Como pobres que vão de porta em porta! ... 

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

quarta-feira, 23 de maio de 2012

AMIGAS !!!!



Elas gostam muito de conversar....
Na imaginacao ...
Uma batalha infinita...
No semblante...
como se não tivesse 
acontecendo nada  !!!

terça-feira, 22 de maio de 2012

VIOLETTA !!!


VIOLETTA SABE
QUE OLHAR NÃO 
É SUFICIENTE !!!
PRECISA FAZER-SE
INTELIGÍVEL !!!



































segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cássia Rodrigues







O conhecido

No meio na multidão
Um rosto conhecido
Que, por um momento,
Passa despercebido.

Um novo olhar
Um olhar de novo
Um reconhecimento
Agora já percebido.

Naquele momento
Uma indagação:
Será que é?
Talvez não seja!

Um olhar de novo
Pra reconhecer
Um rosto querido
Agora reconhecido.

No contato
Um olhar
Um reconhecimento
Ou seria conhecimento?

Da boca que me sorriu
Um sorriso cativante
No brilho do olhar
A certeza desconcertante
De um mútuo reconhecimento.

Naquele momento
No meio da multidão
Pude me apresentar
A um rosto reconhecido
De um novo conhecido
Que gostei de encontrar.
                  Cássia Rodrigues

sexta-feira, 18 de maio de 2012

VIOLETTA !!!


Violetta adora... 
Sextas feiras....
Sente-se voar...
no tempo...
nas ideias...
nas vontades...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

KLEE


A cidade crescia desordenadamente...
Felizmente tinha um pintor que tentava arrumar a cidade desenhando...
Paulinho gostava muito de misturar as cores..
 ficava feliz de pintar as cidades que ele criava...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Natività di Cristo



le scene che hanno come protagonista Cristo si dividono in due sequenze, che narrano le vicende della vita e della passione, sono disposte lungo due registri paralleli lungo le pareti. La prima serie è composta da dodici storie che cominciano con la Visitazione e si concludono con Cristo scaccia i inercanti dal Tempio. Le fonti iconografiche sono i Vangeli, arricchiti da particolari tratti dal Protovangelo di Giacomo e dalla Legenda aurea di Jacopo da Varazze. Molta importanza assumono nella composizione delle scene le architetture e l'uso esperto della prospettiva. In questa, l'avvenimento che rievoca il famoso racconto della nascita di Gesu ("Maria pose il fanciullo nella mangiatoia e il bue e l'asino lo adorarono", Pseudo Matteo, 13-14) proiettato in primo piano, dentro una capanna, ben inserita nello spazio. Tra le più originali per il taglio, che rinnova l'antica iconografia di origine bizantina, con l'asino che spunta a sinistra, le pecore e Giuseppe accovacciati, i pastori che dialogano con l'angelo, l'immagine diventa un modello per i seguaci di Giotto. Chiaro e luminoso, studiato in rapporto con l'architettura della cappella, è il colore, con sottili passaggi e accostamenti di tonalità, da vero mago.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

GRAZIELA PINTO

ARTISTA IMPERDÍVEL...
COM SUAS BOLAS ...
DIVERTIDAS E ESTIMULANTES...




http://www.grazielapinto.com.br

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ROBERTA MATTOSO (2/2)



O sempre, o nunca e o infinito(2/2)



Quanto ao nunca... O que é o nunca? O nunca é uma negação que dá idéia de inexistência em algum momento, em algum lugar guardado no futuro de cada um. Sendo o nunca negação e inexistência, como saberemos o momento propício para soltarmos de nossas bocas tal palavra? Que bola de cristal magnífica temos então ao precisarmos com o peito estufado que nunca faremos ou repetiremos aquela ação que tanto queremos esquecer! Queremos esquecer sim porque a palavra nunca carrega junto dela o sentimento do medo. Medo da reprise, medo de sermos fracos o suficiente e repetirmos a dose letal que quase nos matou de amor ou de ódio, medo de experimentarmos algo temeroso vindo do quinto dos infernos e de gostarmos e de nos viciarmos, medo de entrarmos num caminho sem volta, como João e Maria no meio da floresta sem as migalhas de pão, medo de nos perdermos de nós mesmos e irmos de encontro às nossas convicções tão inabaláveis e tão impossíveis de serem rompidas porque, afinal de contas, juraremos de pés juntos que sabemos guiar nossas vidas da melhor maneira possível. Sempre.
O nunca é profético, é apocalíptico e praticamente inviável conjugá-lo com precisão. Sendo nós seres tão mutáveis, tão volúveis, que a cada movimento respiratório faz com que mudemos drasticamente de destino, o nunca é a mesma promessa impossível contida no sempre. O nunca é o ódio platônico que temos por algo ou alguém, é a vontade de envenenarmos um pensamento que sabemos que não morrerá nem se fizermos despacho em Salvador, nem que subamos de joelhos as escadarias do Senhor do Bonfim, nem que façamos todas as novenas existentes pra todos os santos que pudermos. Nenhuma de nossas rezas, orações e promessas farão com que o nunca realmente desapareça da mente, do corpo, da alma, da lembrança e do coração. O nunca estará sempre presente dentro de nós.
O sempre e o nunca para mim são pseudônimos dos sentimentos antagônicos mais conhecidos pela humanidade: o amor e o ódio.  E como já dizia sabiamente o poeta numa música que “o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões”, o sempre e o nunca são na verdade eternos amantes. Um não vive sem o outro; são siameses, caras-metades, almas gêmeas.
Quer saber onde entra o infinito nessa história toda? É simples. É no infinito que esse casal de amantes se ama, longe de tudo, de todos e de toda respiração alheia. É no infinito que eles tornaram o impossível para nós, possível pra eles...






http://youpode.com.br/blog/modernalaparetro/
@modernalapa

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ROBERTA MATTOSO (1/2)





O sempre, o nunca e o infinito(1/2)
Depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que três palavras na nossa língua portuguesa não existem de fato: o sempre, o nunca e o infinito.
Aprendi depois de muitas bebedeiras com amigos, depois de muitos risos, muitas lágrimas, muitas decepções, muitas conversas filosóficas e existenciais sentada num meio-fio do subúrbio carioca ou num pé sujo na Lapa em plena sexta-feira, dia que todo pobre mortal tira pra se encontrar com os amigos de guerra e despejar sobre as mesas, sobre as garrafas e latinhas todo o cotidiano vivido durante a semana, que o ser humano é um bicho em constante evolução. Em constante mesmo.
Certamente não sou a mesma pessoa que era há dez anos atrás. Pra falar a verdade, acho que não sou a mesma nem de meia hora antes, mas isso fica pra uma outra história (...) O que sei é que a cada movimento de inspiração que faço, ao mesmo tempo inspiro aprendizagens que me serão úteis até o fim do meu legado e que cada expiração que expulso corpo afora gera nas pessoas que me cercam aprendizagens para si próprias que também serão úteis em suas respectivas jornadas.
É a partir daí que começo o questionamento dessas três palavrinhas intrigantes.
Comecemos pelo sempre. O sempre dá uma idéia de eternidade, o que se pararmos para refletir por um instante, concluiremos que nada na vida é eterno (não paremos para refletir sobre o lado espiritual, s’il vous plaît). O que podemos garantir usando a palavra sempre? Na verdade, o que dura para sempre? Quem dura para sempre? O sempre traz a sensação do inerte, do imutável e sinceramente, o que nessa louca vida em que fomos jogados espírito adentro é inerte, é estático? O sempre me vem na mente como o impossível de ser prometido, o impossível de ser realizado. O sempre significa a jura de amor feita ao primeiro grande amor, prometendo o nosso coração até o fenecimento. O sempre é a promessa que fizemos na hora da virada de que iremos freqüentar a academia cinco vezes por semana, de que seremos mais corajosos, mais espontâneos, mais alegres, mais dedicados com o trabalho, com a família e com os demais relacionamentos. O sempre tem um gosto de amor platônico: somos loucamente apaixonados por uma idéia impossível de ser concretizada.






http://youpode.com.br/blog/modernalaparetro/
@modernalapa

sexta-feira, 4 de maio de 2012

BASHO (SEC XVI )




" Lune et fleurs,


les vrais maîtres


d'elles-mêmes "





" Qu'inporte la gueule de bois

tant


qu'il y a des fleurs ! "


quinta-feira, 3 de maio de 2012

LÊDO IVO



THE BRIDGE

So we could cross the river filled with stones
someone, with an ax, went up into the forest
and turned the living trees to planks and stakes.

The other side is just like this, in this divided land.
But we cross the bridge, and the shadow of someone
follows us, someone similar to us, who wanted to unite

what the water separates, flowing amongst its stones.




A PONTE

Para que pudéssemos atravessar o rio cheio de pedras
alguém, com um machado, subiu até a floresta
e mudou árvores vivas em pranchas e mourões.

O outro lado é igual a este, na terra dividida.
Mas atravessamos a ponte, e nos segue a sombra
de alguém, semelhante a nós, que pensava unir

o que as águas separam, correndo entre pedras.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

LÊDO IVO




SNOW AND LOVE

On this day of burning heat, I’m waiting for snow.


I’ve been waiting for it always.

When I was a boy, I read Notes from the House of the Dead

and saw snow falling on Siberian steppes

and on the tattered coat of Fyodor Dostoevsky.
I love snow because it doesn’t separate day from night
or distance heaven from the sufferings of earth.
It unites what’s separate:
the footsteps of those condemned to darkened ice
and sighs of love vanishing in the air.
One has to have a fine-tuned ear
to hear the music of falling snow, something almost silent
like the touch of an angel’s wing, assuming there are angels,
or the dying breath of a bird.
One shouldn’t wait for snow the way one waits for love.
They are different things. It’s enough to open our eyes to see the snow
falling on a deserted field. And it falls on us, cold white snow 
that doesn’t burn like the flame of love.
To see love our eyes do not suffice,
nor our ears, nor our mouth, nor even our hearts
that beat in the dark with the same sound
as snow falling on the steppes
and on the roofs of darkened hovels 
and on the tattered coat of Fyodor Dostoevsky.
To see love, nothing suffices. Both winter cold and searing heat
keep it from us, from our open arms
and our tormented hearts.
Faithful to my childhood, I prefer to see snow
that unites heaven and earth, night and day,
rather than be a helpless prey to love,
love that is neither white nor pure nor cold as snow.

A NEVE E O AMOR

Neste dia de calor ardente, estou esperando a neve.


Sempre estive à sua espera.

Quando menino, li Recordações da Casa dos Mortos

e vi a neve caindo na estepe siberiana

e no casaco roto de Fédor Dostoievski.
Amo a neve porque ela não separa o dia da noite
nem afasta o céu das aflições da terra.
Une o que está separado:
os passos dos homens condenados ao gelo escurecido
e os suspiros de amor que se perdem no ar.
É necessário ter um ouvido muito afiado
para ouvir a música da neve caindo, algo quase silencioso
como o roçar da asa de um anjo, caso os anjos existissem,
ou o estertor de um pássaro.
Não se deve esperar a neve como se espera o amor.
São coisas diferentes. Basta abrirmos os olhos para ver a neve
cair no campo desolado. E ela cai em nós, a neve branca e fria
que não queima como o fogo do amor.
Para ver o amor os nossos olhos não bastam,
nem os ouvidos, nem a boca, nem mesmo os nossos corações
que batem na escuridão com o mesmo rumor
da neve caindo nas estepes
e nos telhados das cabanas escuras
e no casaco roto de Fédor Dostoievski.
Para ver o amor, nada basta. E tanto o frio do inverno como o calor escaldante
o afastam de nós, de nossos braços abertos
e de nossos corações atormentados.
Fiel à minha infância, prefiro ver a neve
que une o céu e a terra, a noite e o dia,
a ser a presa indefesa do amor, 
o amor que não é branco nem puro nem frio como a neve.


terça-feira, 1 de maio de 2012